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Crítica Boneca Russa | Temporada 2 leva loop temporal a nível mais complexo

Por| Editado por Jones Oliveira | 20 de Abril de 2022 às 14h10

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Em 2019, a Netflix lançou a primeira temporada de Boneca Russa, estrelada por Natasha Lyonne, também cocriadora da trama ao lado de Amy Poehler e Leslye Headland. Com um time de peso por trás, logo a série se tornou um sucesso, mesmo com a temática complexa.

A receptividade dos assinantes da Netflix resultou na renovação de Boneca Russa para a segunda temporada, que finalmente estreou após mais de três anos de espera. A série acompanha a história de Nadia, uma mulher que morre atropelada na noite do seu aniversário de 36 anos.

No entanto, ela volta à vida momentos antes do acidente e vê a mesma coisa acontecendo sem parar. Então, ela percebe que está presa em um loop temporal e precisa descobrir como sair dessa. A solução do problema acaba envolvendo questões sobre o seu passado, principalmente a relação com a mãe, e os mesmos dilemas voltam a assombrar Nadia na segunda temporada.

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Atenção: esta crítica contém spoilers da segunda temporada de Boneca Russa!

História maluca e complexa

Boneca Russa pode ser de tudo, menos superficial quando se compromete a viajar pelo espaço-tempo. Nos novos episódios, as criadoras da série levaram a questão a outro nível, trazendo uma história ainda mais maluca e complexa.

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Em vez de trazer as repetições dos mesmos momentos, a segunda temporada se liberta do padrão e vai mais longe, com Nadia percorrendo diversas linhas do tempo enquanto tenta consertar mais questões do seu passado.

Como os próprios personagens dizem na série, toda produção sobre o espaço-tempo afirma que não se deve mudar o que já aconteceu, pois isso traz muitas consequências para o presente e o futuro. Até o final da temporada, então, vemos que as tentativas de Nadia de ter vivido uma história menos traumática acabou no início do caos.

Esse caos é refletido em diversas camadas que vão além da relação com a mãe, envolvendo também a origem da família, fascismo e o Holocausto. Durante esse processo, Nadia viaja ao passado constantemente ao pegar um metrô. Para ficar ainda mais confuso, a protagonista acaba voltando no corpo da mãe e vivendo como se fosse ela, talvez numa analogia a como é viver na pele de quem você tanto julga.

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Autodescoberta e mais profundidade

Mais uma vez, Nadia não está sozinha na temporada, com Alan (Charlie Barnett) passando pela mesma situação. Com isso, a história dela ganha mais profundidade em Boneca Russa, com a trama desvendando um pouco mais sobre o seu passado e o processo de autodescoberta.

Não há como não relacionar os acontecimentos com lições de vida clichês e crises existenciais, tamanho o trauma de Nadia por ter nascido de uma mãe complicada e que se foi muito cedo. A segunda temporada, então, se mostra uma produção ainda mais focada na superação e no "seguir em frente sem olhar para trás".

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Para além disso, os novos episódios do seriado da Netflix mostram que histórias sobre viagens ao passado e outras dimensões não precisam de grandes efeitos especiais, máquinas do tempo ou viagens espaciais, mas sim de um bom roteiro e elenco. A série explora o inexplicável sendo exatamente a definição literal da palavra.

Com isso, vemos a série se aprofundar em questões do espaço-tempo sem precisar explicar como as coisas acontecem, mas sim por quê.

A temporada 2 de Boneca Russachegou ao catálogo da Netflix para você maratonar.