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Brasileiro gasta mais de R$ 1400 por ano com assinaturas

Por| Editado por Durval Ramos | 07 de Junho de 2024 às 08h49

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Montagem: Caio Carvalho/Canaltech
Montagem: Caio Carvalho/Canaltech

O brasileiro gasta uma média de R$ 1400 por ano com assinaturas digitais, entre plataformas de streaming, serviços de música, varejo e até de entrega de alimentos. E, por mais que o valor seja considerável dentro do orçamento do usuário, uma pesquisa mostra que nós não apenas consumimos muito, como ainda queremos mais — por mais que nem sempre tenhamos tempo para isso.

De acordo com um levantamento publicado pela Bango, empresa global especializada na monetização de canais digitais, esse é um cenário comum em toda a América Latina, especialmente no Brasil. De acordo com o estudo, o usuário do país assina uma média de 3,8 serviços, a maior média da região juntamente com o México. 

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O estudo A Guerra das Assinaturas: O Superbundling Desperta trouxe alguns dados bastante interessados sobre o mercado de assinaturas digitais, mostrando como funciona o consumo, a evolução e as oportunidades desse meio, no Brasil e na América Latina.

Muitas assinaturas para pouco tempo e dinheiro

Realizado com a participação de 6.400 consumidores, o estudo da Bango mostra que o brasileiro não brinca em serviço quando o assunto é estar conectado, tendo nada menos do que a quinta maior população digital em todo o mundo. Com isso, ficamos atrás apenas de China, Índia, EUA e Indonésia.

O que mais chama a atenção no estudo, porém, é que quem mora no país chega a pagar aproximadamente R$ 118 mensais (US$ 23 ao mês) em contratações digitais, resultando em R$ 1.416 por ano — uma média de 3,8 assinaturas por pessoa. Isso inclui desde serviços de streaming até música, jogos e assinaturas ligadas ao varejo e entrega de comida. E, como você bem deve imaginar, os filmes e séries são os que mais pesam nessa conta.

O curioso é que, apesar de a gente sempre reclamar dos preços e 73% dos entrevistados afirmando que não conseguem pagar por todos os serviços que gostariam, os valores pagos pelos brasileiros estão bem abaixo da média na América Latina, que é de US$ 37 — cerca de R$ 195 mensais ou R$ 2.300 ao ano).

Dois seis países analisados na pesquisa, o Brasil é surpreendente o menor valor. Já o México lidera com uma média de US$ 46 ao mês, o equivalente a R$ 2900 anuais.

O perfil dos brasileiros no mercado de assinatura digital:

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  • 73% alegam que não podem pagar todos os serviços que gostariam;
  • 32% pagam por uma assinatura que não usam;
  • 63% estão incomodados por não conseguirem gerenciar assinaturas em um só lugar;
  • 51% cancelaram alguma assinatura após aumentos.

As plataformas de streaming comandam

Como era de se esperar, a categoria de vídeos sob demanda (as famosas plataformas de streaming), são de longe a mais popular no Brasil. De acordo com o estudo, ela representa 86% de todas as contratações digitais do país, superando serviços de música (52%), entrega de comida (46%), varejo (38%) e jogos eletrônicos (32%).

Esses dados, somados à insatisfação da maioria da população de não poder ter todas as plataformas que gostaria e de já ter cancelado alguma após a mudança de preço, fazem ainda mais sentido quando olhamos o atual mercado do país.

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Afinal, após dezenas de serviços terem aportado no Brasil, os últimos anos foram marcados por aumentos, fusões, novas modalidades de assinaturas e até restrição do compartilhamento de senha entre os usuários.

Para se ter ideia, a Netflix, que continua a liderar o cenário global, criou seu plano com anúncios ainda em 2022, passou a cobrar pelo compartilhamento de contas em 2023 e recentemente, aumentou o valor de suas assinaturas.

Além dela, o Prime Video teve dois reajustes nos últimos anos, o primeiro quando o Amazon Prime subiu 50% de sua mensalidade em maio de 2022 e o outro quando subiu mais 33,5% em março de 2023.

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A Max, antiga HBO Max, também foi outra que encareceu após a fusão com alguns conteúdos do Discovery+ e a reformulação de sua plataforma. Isso, sem falar no Apple TV+, que ficou quase 50% mais caro no Brasil no final do ano passado e o Disney+, que se prepara para se fundir ao Star+ e ficar até 85% mais custoso nesse processo.

Brasileiros desejam unificação de assinaturas

Outro ponto de destaque trazido pela pesquisa da Bango é o fato de que uma proporção significativa dos brasileiros (o maior número registrado entre os países da América Latina) está frustrada por não conseguir gerenciar todas as suas assinaturas em um só lugar.

Essa tendência de contar com um serviço de gerenciamento parece ser muito bem-vinda no país, tanto por unificar dezenas dessas assinaturas, facilitando sua utilização no dia a dia, quanto por baratear o preço das contratações.

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As empresas de telecomunicação, inclusive, parecem ser a principal escolha dos brasileiros para ter acesso a esses serviços multifuncionais (os chamados super bundling), com 51% afirmando que gostaria que a sua operadora móvel oferecesse esses pacotes e 28% optando por seus provedores de internet.