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YouTube é principal plataforma de ensino para 7 a cada 10 estudantes de TI

Por| Editado por Claudio Yuge | 13 de Fevereiro de 2023 às 21h30

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Reprodução/Pexels
Reprodução/Pexels

A Alura, em parceria com o instituto de pesquisa VOX We Study People, realizou um levantamento para mapear o comportamento de cerca de 700 estudantes de tecnologia. Os estudo apontou o YouTube como a principal plataforma utilizada para buscar conteúdos de TI.

Segundo o levantamento, 70% dos entrevistados utilizam o YouTube para estudar temáticas de tecnologia da informação, seguido pelo LinkedIn (44%) e Instagram (24%). A plataforma de vídeos também se destaca no quesito de conteúdos avançados de TI (30%) — superando até mesmo o Google (27%).

Para Paulo Silveira, CEO da Alura, com a quantidade de material disponível gratuitamente na internet, é fundamental usar um guia para nortear sua trajetória, mesmo que queira mudar de rota ao longo do caminho. Ele destaca ferramentas como o Roadmap.sh e o TechGuide.sh, que auxiliam os usuários a identificarem todo o conhecimento já adquirido e planejar os próximos passos — evitando iniciar em várias tecnologias simultaneamente sem se aprofundar em nenhuma delas.

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Já para Dora Faggin, diretora de pesquisa da VOX, o uso do YouTube para estudos não é uma novidade, mas para os estudantes de TI possuem o desafio de se manterem atualizados. Dessa maneira, é preciso monitorar as inovações e a plataforma acaba sendo a maneira mais fácil de verificar essas informações.

60% dos estudantes já estão no mercado de TI

Essa necessidade de se atualizar é confirmada pelos dados da pesquisa, visto que 6 a cada 10 entrevistados já estão trabalhando na área de TI. Dos 4 que não estão, 2 estão em transição de carreira, enquanto os demais ainda não atuam profissionalmente. Dentre os alunos que estão migrando de área, 44% estão atuando em funções administrativas, 20% em engenharia e 11% em comunicação e informação.

O estudo ainda revela que mais de 80% dos que trabalham em TI ocupam cargos de especialistas, enquanto 17% ocupam funções de gestão ou liderança. Neste recorte, a maioria se classifica como júnior (29%), seguidos por pleno (25%) e sênior (22%). Para Faggin, considerando que a maioria dos profissionais entrevistados está mudando de área, é um erro considerá-los apenas "juniores", visto que já possuem um repertório profissional.

“Algumas empresas buscam insistentemente por pessoas com larga bagagem profissional e se esquecem que o júnior de hoje é o sênior de amanhã. Cabe às empresas decidirem se querem somente competir pelos tão disputados talentos sêniores do mercado ou se estão dispostos a desenvolverem os novos profissionais do mercado”, pondera Silveira, CEO da Alura.

Por fim, apesar de buscar se atualizar e estudar pelo YouTube, a maioria (46%) dos entrevistados pretende cursar o nível superior na área de tecnologia à distância, num período de curto a médio prazo. Segundo Paulo Silveira, a faculdade ainda é relevante para evitar que os profissionais se tornem reféns de suas ferramentas, passando a entender como os processos funcionam. "Esse entendimento é um passo fundamental para a senioridade", avalia.

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Falta de tempo livre é a maior dificuldade para os estudantes de TI

Considerando o perfil dos estudantes de TI, os principais desafios para manter uma rotina de estudos são: ter tempo livre (57%), manter o foco e a concentração (48%), cansaço (37%) e motivação (28%). Ainda sobre rotina, a maioria (30%) estuda remotamente de 3 a 4 vezes por semana, prioritariamente no horário noturno (66%). Para dar conta das demandas, os estudos são desdobrados em casa (96%) e no escritório (16%).