Ilusão de ótica divide opiniões: você vê peixe, sereia, foca ou burro?

Ilusão de ótica divide opiniões: você vê peixe, sereia, foca ou burro?

Por Nathan Vieira | Editado por Luciana Zaramela | 29 de Março de 2022 às 19h40
twenty20photos/envato

A ilusão de ótica do coelho ou corvo é clássica, e seu legado propaga por todos os lugares através de outras ilusões com proposta semelhante: traços ambíguos que dividem opiniões. A mais recente viralizou no Twitter ao trazer uma imagem que remeteria teoricamente a um peixe ou uma sereia, mas as pessoas começaram a ver outras coisas, como um burro e até uma foca.

A publicação que tem conquistado as redes sociais nos EUA aponta que enxergar um determinado desenho pode ser resultado da predominância de um lado do seu cérebro: se for um peixe, é o lado direito que fala mais alto, mas se for uma sereia, o lado predominante do seu cérebro é o esquerdo.

Entretanto, dessa vez o debate não foi sobre uma coisa x outra, como em vários casos conhecidos (o lendário viral de "Yanny ou Laurel" ou o vestido azul/dourado, caso ainda mais clássico). Acontece que os usuários não ficaram muito convencidos com essas duas opções, e começaram a expor outras possibilidades. Então aqui vai: o que você vê na imagem abaixo?

A ilusão de ótica é originalmente de um estudo publicado na revista científica Journal of Personality and Social Psychology em 2006, sobre influências motivacionais na percepção visual, e foi projetada especificamente para gerar esse tipo de confusão. No entanto, a ciência está concentrada em responder uma outra questão: a predominância do lado esquerdo ou direito do cérebro realmente interfere nessas ocasiões?

Lado esquerdo x lado direito do cérebro

Em entrevista ao Science Focus, o neurocientista Christian Jarrett esclarece que isso não tem nada a ver. “Se você vê uma sereia, um peixe, um burro ou uma foca, isso não diz absolutamente nada sobre o lado do cérebro”, afirma. O argumento de Jarrett é que a própria divisão de lado direito ou esquerdo do cérebro não deve ser levada a sério.

Segundo o especialista, isso vem de uma confusão por trás de uma divisão que realmente existe: o cérebro tem dois hemisférios, unidos por um enorme feixe de fibras conectivas. No entanto, usamos os dois juntos para a maioria das tarefas, e não há evidência científica de que algumas pessoas sejam mais dependentes de um de seus hemisférios cerebrais que do outro.

Fonte: Journal of Personality and Social Psychology, Science Focus

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