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Web 3.0: a internet onipresente

Por| 24 de Outubro de 2022 às 10h00

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Enquanto a Web 1.0 permitia o consumo passivo de conteúdo na internet, em sites com muito texto e poucas imagens, a Web 2.0 permitiu aos usuários criar seu próprio conteúdo, com a ascensão das redes sociais e blogs. A próxima interação de internet, a Web 3.0, tem como foco a ampliação deste poder do usuário por meio da descentralização dos conteúdos, possibilitada pela tecnologia blockchain, que falarei mais adiante.

Essa terceira fase vai focar na interação e colaboração entre humanos e máquinas. Tecnologias como web semântica, processamento de linguagem natural e aprendizado de máquina tornarão a internet mais inteligente e adaptável, capaz de prever e atender prontamente às necessidades dos usuários de maneira quase intuitiva.

Um dos aspectos mais importantes da Web 3.0 é a descentralização. Isso significa que não haverá uma entidade ou autoridade central controlando e regulando a internet em geral. No futuro, cada usuário será responsável por seus dados, e poderá escolher qual seu nível de privacidade ideal.

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Outro aspecto da descentralização é que a Web 3.0 deve oferecer uma experiência mais personalizada, com interações baseadas na realidade aumentada e na realidade virtual. É nesse ponto que entra o metaverso, ambiente digital no qual as pessoas poderão trabalhar, comprar, se comunicar, ter acesso a entretenimento, pagar contas, tudo isso no mesmo ambiente, sem precisar acessar outros aplicativos. É uma extensão da sociedade em formato digital.

Logicamente, essa evolução exige um aumento considerável da segurança, já que não há um ponto central de ataque e, mais ainda, será preciso implementar uma ampla legislação para garantir os direitos dos usuários em todo o mundo.

Outra grande mudança será no marketing digital. A coleta de dados dos usuários por de cookies passará a ser feita por inteligência artificial e aprendizado de máquina para direcionar conteúdo. Cerca de 84% dos profissionais de marketing digital já apontam que essas tecnologias melhoram a capacidade de fornecer experiências personalizadas, mais precisas e em tempo real aos usuários, segundo pesquisa do Gartner.

O terceiro pilar da Web 3.0 é a tecnologia blockchain: um banco de dados distribuído que permite transações seguras, transparentes e invioláveis. O blockchain é uma cadeia de blocos que agrupa um conjunto de informações que se conectam por meio de criptografia. O blockchain permite que os usuários e empresas criem ativos digitais exclusivos, que podem ser vendidos com um token como prova de propriedade.

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O principal desafio para que o blockchain seja adotado em massa é a implementação de padrões de interoperabilidade entre os vários modelos da tecnologia. A IEEE Standards Association está trabalhando em um padrão de operação para blockchain, mas as soluções atuais ainda precisam se tornar mais simples para que a Web 3.0 se torne realmente viável para todas as pessoas usarem.

No entanto, os processos de desenvolvimento estão cada vez mais ágeis. A internet já está em relógios e caixas de som inteligentes, em aparelhos de ar-condicionado, robôs aspiradores, TVs e outros eletrodomésticos. Com o desenvolvimento da rede 5G, dispositivos de IoT (Internet das Coisas), redes Wi-Fi velozes e com o blockchain, a internet será onipresente, vamos conviver com ela sem se dar conta, como a eletricidade. A Web 3.0 é a Internet disponível a qualquer hora e em qualquer lugar, um sistema nervoso virtual conectando o mundo inteiro. É esperar (e não muito) para ver e usar.