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Live Commerce é o “futuro próximo” para a publicidade?

Por| 03 de Dezembro de 2020 às 10h00

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Reprodução/Harry Cunningham (Unsplash)
Reprodução/Harry Cunningham (Unsplash)

Todos nós sabemos que transmissões ao vivo para a venda de produtos não são uma novidade. Que o diga o Shoptime, presente desde os anos 1990 com as suas ofertas e novidades. Com a digitalização e o crescimento das novas redes sociais, o modelo ganhou uma nova cara, investimento e agora conquista milhões e milhões de pessoas sob o nome live commerce.

Na China, país que lidera o uso dessa estratégia, o Taobao, e-commerce do Alibaba, faturou US$ 15,1 bilhões em vendas com esse formato em 2018. Para 2020, o Escritório Nacional de Internet indica que o live commerce deve movimentar US$ 155 bilhões, ou seja, um crescimento de 138,46% em relação ao ano de 2019. De olho nesse benchmark e diante do fechamento das lojas físicas devido à pandemia de COVID-19, alguns anunciantes brasileiros já começaram a investir na estratégia, gerando novas oportunidades de conexão com o público. Entre as marcas que embarcaram no fenômeno chinês, estão Dengo, Chili Beans, Americanas e Renner.

Live como potencializadora do e-commerce

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A pandemia alavancou o e-commerce em todo o mundo. No Brasil, esse setor cresceu 47% no primeiro semestre do ano, registrando a maior alta em 20 anos, de acordo com dados da Nielsen. Outro número representativo desse cenário é o de lojas online ativas no país, 1,3 milhão, segundo a pesquisa Perfil do E-Commerce Brasileiro. Estudos recentes sobre a Black Friday de 2020 revelam que 67% dos consumidores brasileiros descobriram pelo menos uma nova forma de compra online — e que manterão. Ainda, 59% de usuários de redes sociais pretendiam fazer compras na data.

O que tudo isso significa? Simples, o Live Commerce pode ser a tendência da vez e o “futuro próximo” para a publicidade. Utilizar a audiência das lives para vender algum produto ou serviço é uma maneira eficaz de aproveitar o potencial dos influenciadores, que desempenham um papel importante na decisão de compra. Existe uma relação de confiança, estabelecida pelo marketing de influência, entre os influenciadores e consumidores, e que pode ser potencializada a partir dessa nova estratégia.

Qual o cenário no Brasil?

No país, o formato ainda está engatinhando e só algumas marcas experimentaram o modelo. Enquanto o Live Commerce não avança, há outra ferramenta que desponta no mercado — a Live Sync. A tecnologia ajuda a ativar em tempo real as lives a partir da criação de gatilhos, com palavras-chave, na jornada do consumidor e permite fazer esse call-to-action usando campanhas de marketing nas redes sociais para criar maior impacto. Essa alternativa ainda possibilita a construção de conversas com quem assistiu a Live nessas plataformas, como uma espécie de remarketing.

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Essa solução pode impulsionar as ações e, ao mesmo tempo, fornecer dados para que as marcas compreendam as mensagens que promovam uma conexão genuína com o público e, por fim, resultem em conversão. Temos que ser estratégicos para enxergar além do nosso mercado, a fim de captar as tendências das grandes potências econômicas e entender o que funciona, quais resultados podemos obter e como adaptar para a nossa realidade e para o contexto dos consumidores brasileiros.