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O que esperar da DC nos cinemas de agora em diante?

Por| Editado por Jones Oliveira | 20 de Dezembro de 2022 às 20h00

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DC Comics
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Assim como nos quadrinhos, a DC nos cinemas não consegue ficar longe de uma crise. Só que, enquanto os gibis têm clássicos como Crises nas Infinitas Terras, a divisão de filmes está presa em um looping eterno de problemas de gestão, administrativos e criativos que vêm barrando o desenvolvimento de um universo cinematográfico coeso há mais de uma década. E, novamente, somos confrontados com promessas de reformulação, recomeço e de que boas histórias estão por vir.

O mais recente capítulo dessa novela veio na última semana. Enquanto a gente preparava o espírito para a chegada do Natal, veio a confirmação de que Henry Cavill não vai mais ser o Superman nos cinemas e que, de quebra, a ideia é abrir mão de tudo o que vimos até aqui e começar tudo quase do zero.

Foi uma notícia que gerou muita comoção entre os fãs do ator, mas que não foi necessariamente uma surpresa. Afinal, ele já estava tão afastado da DC que a verdadeira novidade foi quando o vimos voltar como Homem de Aço na cena pós-crédito de Adão Negro.

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O ponto nisso tudo é que o adeus definitivo de Cavill marca o grande vai e vem que se tornou a DC nos últimos anos, algo que os novos CEOs da DC Studios prometeram acabar. James Gunn e Peter Safran prometeram colocar ordem nessa bagunça, mesmo que tenham que abrir mão de alguns acertos no processo.

Apertando o reset

Toda essa novela envolvendo o Superman de Schrödinger — em que Cavill era e não era o Superman ao mesmo tempo — só revela o quanto os bastidores do então Universo Cinematográfico Estendido da DC (DCEU, na sigla em inglês) eram caóticos. Na falta de alguém para nortear o rumo dessas histórias, todo mundo dava palpite e isso culminou nessa confusão que custou o protagonismo de The Witcher.

Por isso mesmo, a chegada de James Gunn e Peter Safran como CEOs da recém-criada DC Studios é uma promessa bem-vinda de mudança nesse sentido. E, embora a (nova) demissão de Cavill e o possível reboot de tudo o que vimos até aqui possa ser lamentando por muita gente, é um sacrifício necessário para botar ordem nessa bagunça.

Gunn já sinalizou que a ideia é recomeçar o agora apenas Universo Cinematográfico da DC (DCU) do zero e apresentar novas versões de personagens que já conhecemos. E isso inclui um novo Superman que, segundo ele próprio, vai ser uma versão mais jovem do personagem.

O que isso quer dizer? Ainda não sabemos, já que Gunn foi bastante vago em sua explicação. Em seu perfil no Twitter, ele comentou que um novo longa do Homem de Aço já está sendo preparado e que a ideia é mostrar um estágio ainda inicial de sua vida heroica, mostrando como ele vai se tornar o grande símbolo que todos conhecem — ou seja, uma abordagem bem diferente daquela que Cavill apresentou até aqui.

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Segundo o chefão do DCU, o projeto ainda está em fase inicial de desenvolvimento e ele próprio está escrevendo o roteiro, mas que não há nada de muito concreto até agora. Ainda assim, essa é uma importante sinalização do que está por vir. Afinal, sem meias-palavras, Gunn confirmou que a ideia é rebootar a DC nos cinemas e começar tudo de novo.

Em suas redes sociais, ele disse que está estruturando o DCU para os próximos 10 anos e que os primeiros detalhes sobre esses projetos devem ser revelados já no começo de 2023.

Ainda assim, o pouco que ele já sinalizou mostra que a Warner parece ter entendido que não há como criar a coesão que ela pretende no estado atual de seu universo cinematográfico. Embora Henry Cavill, Jason Momoa e Gal Gadot tenham sua legião de fãs como Superman, Aquaman e Mulher-Maravilha, o legado de Zack Snyder não funcionou.

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O maior exemplo disso é o próprio Adão Negro. O filme estrelado por Dwayne Johnson era visto como esse recomeço parcial, ou seja, aproveitando muito do que já tinha sido estabelecido, mas tentando organizar o futuro à sua volta. Não deu muito certo e, mesmo com todo o buzz causado pela aparição de Henry Cavill, o longa rendeu apenas US$ 389 milhões de bilheteria.

O fraco desempenho do filme parece ter servido para justificar o reset que James Gunn pretende dar na DC. É a prova de que não dá para seguir em frente enquanto se recicla ideias e abordagens que não deram certo. É preciso derrubar tudo para poder reconstruir do zero.

E o Superman ser o primeiro anunciado nessa reformulação é bastante simbólico: ele é o primeiro herói e o grande símbolo da DC e, portanto, faz todo o sentido encabeçar essa nova fase do estúdio — uma fase que torcemos para ser de esperança.

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Até o momento, nada foi dito sobre novas escalações de Batman, Mulher-Maravilha, Aquaman e Flash, mas é bem possível que vejamos algo nesse sentido aparecer em breve. Gal Gadot e a diretora Patty Jenkins já deixaram mensagens em tom de despedida, sinalizando que essa renovação já aconteceu, mas ainda não foi oficializada.

E, por mais que realmente seja triste dar adeus a personagens como a Mulher-Maravilha e a Arlequina de Margot Robbie, é um movimento necessário para fazer com que o novo DCU funcione como todos esperam. É algo que os próprios quadrinhos já nos mostraram algumas vezes: clássicos como Crises nas Infinitas Terras só podem nascer quando se está disposto a acabar com o que existia antes para colocar ordem na casa. O velho precisa morrer para que o novo nasça.

O que vem por aí

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Nesse sentido, os próximos projetos já assinados por James Gunn e Peter Safran não são motivo de preocupação — afinal, a gente nem sabe quais são. A grande incógnita mesmo está naqueles filmes que a gente sabe que já estão prontos e que são derivados desse “Snyderverso”.

É o caso de The Flash, Aquaman e o Reino Perdido e Shazam! Fúria dos Deuses, que estão previstos para 2023 e que foram pensados como forma de dar continuidade ao já extinto DCEU. Tanto que o filme estrelado por Ezra Miller era outra promessa de recomeço, visto que a ideia de mexer com realidades era a desculpa ideal para um soft reboot.

O ponto é que isso não vai mais acontecer e, mesmo com as várias refilmagens que a produção teve de encarar, é bem provável que tanto ele quanto esses outros filmes sejam histórias isoladas e de despedida de um universo já condenado — mais ou menos como foi com Fênix Negra para a franquia X-Men.

Em paralelo a isso, temos o filme do Besouro Azul, que nunca fez parte do DCEU e, por isso mesmo, não sabemos bem o que esperar dele. Até o momento, ele segue em produção, mas nada foi dito sobre uma eventual conexão com o universo que James Gunn está construindo ou se ele vai ser uma história autocontida.