O céu (não) é o limite | O que está rolando na ciência e astronomia (21/05/2019)

Por Patrícia Gnipper | 21 de Maio de 2019 às 15h43
Andrew McCarthy

Muitas notícias sobre o "mundão" da ciência rolam toda semana. E na correria do dia a dia, nem sempre temos o tempo que gostaríamos para ficar por dentro do que está rolando — e por isso mesmo, às terças o Canaltech prepara este resumo com as principais notícias científicas dos últimos dias. Assim, você fica bem informado em poucos minutos de leitura.

Estamos no meio de uma extinção em massa?

De acordo com a prévia de um novo relatório da ONU, um conjunto crescente de evidências indica que a Terra pode estar no meio de uma sexta extinção em massa. À medida em que os oceanos se esquentam, em paralelo com o desmatamento e as mudanças climáticas, as populações de animais estão sofrendo um evento devastador que poderá, sim, ser categorizado como uma extinção em massa.

O documento de 1.500 páginas traz pesquisas de mais de 15 mil artigos acadêmicos, além de publicações de pesquisa de autores de 50 países. Ali, vemos a descrição de "uma rápida aceleração iminente na taxa global de extinção de espécies", com de "meio milhão a um bilhão de espécies ameaçadas de extinção em muitas décadas". Ainda, 75% das terras, 40% dos oceanos e 50% dos rios já "manifestaram graves impactos de degradação" como consequência de atividade humana.

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Bloqueando a metástase

Cientistas da Suíça descobriram como fazer com que células impeçam a disseminação do câncer, processo chamado de metástase. Ao menos em ratos, o experimento se mostrou bem sucedido.

Os pesquisadores encontraram uma "barreira" construída por uma proteína e um receptor, com esse conjunto sendo capaz, então, de impedir a metástase. Os resultados iniciais da pesquisa indicam que essa barreira faz com que as células cancerígenas se matem naturalmente, impedindo a formação de tumores e sua disseminação.

Missão lunar de 2024 se chama Artemis

Na mitologia grega, o deus Apolo é irmão gêmeo da deusa Artemis, que é justamente a deusa da Lua. No século passado, o primeiro homem pisou na Lua com a missão Apollo 11 da NASA e, agora, a primeira mulher fará o mesmo com a missão de 2024 que foi batizada de Artemis.

Para cumprir o prazo, a NASA pediu ao governo dos EUA mais US$ 1,6 bilhão além do orçamento inicial já aprovado de US$ 21 bilhões. Esse valor adicional será empregado no desenvolvimento do foguete SLS e da nave Orion, que devem voar pela primeira vez em caráter de testes em 2020.

Além disso, a agência espacial se uniu a 11 empresas privadas para desenvolver o módulo lunar que será usado na missão Artemis. Entre elas, estão nomes como SpaceX, Boeing e Blue Origin — esta última que até já apresentou o conceito de seu módulo lunar chamado Blue Moon.

Índia também mira na Lua

A Lua voltou a ser objeto de interesse da exploração espacial, e a Índia também tem seus olhos em nosso satélite natural. O país pretende lançar a missão Chandrayaan-2 em julho deste ano, com previsão de pouso para setembro.

Com esta missão, a Índia se tornará o primeiro país a pousar um rover no polo sul da Lua, pois a missão enviará uma sonda orbital, um módulo de pouso e um rover à região. Esta será a missão mais complexa já desenvolvida pela ISRO (a agência espacial indiana), sendo muito mais complicada do que as Apollo da NASA, pois a nave deverá pousar em um local específico e pré-determinado em um horário também específico para fugir das duas semanas de duração da noite lunar.

Oceano subterrâneo em Plutão

De acordo com um estudo japonês, Plutão abriga em seu interior um oceano subterrâneo, que seria mantido em estado líquido graças à ação de uma camada isolante de gases logo abaixo da crosta congelada.

Para o pesquisador autor do estudo, isso mostra que oceanos líquidos são muito mais comuns no universo do que pensamos, o que pode intensificar ainda mais a busca por vida fora da Terra. A equipe fez simulações de computador com e sem a suposta camada gasosa: sem ela, o oceano de Plutão teria congelado há centenas de milhões de anos; com a camada, o oceano persistiria no estado líquido até hoje.

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