O céu (não) é o limite | Cadáver espacial, fotos do rover chinês em Marte e mais

Por Daniele Cavalcante | Editado por Patrícia Gnipper | 12 de Junho de 2021 às 20h00
ESO/M. Kornmesser/CNSA/Austin Montelius/University of Iowa

Um "cadáver" galáctico, fotos incríveis da maior lua do Sistema Solar e "retratos de família" da missão chinesa em Marte. Esses são alguns dos temas astronômicos que foram destaque nesta última semana. O clima de tensão entre a Rússia e EUA também deu o que falar, porque isso pode acabar com a colaboração entre os dois países na ISS.

Essas e outras notícias você confere no "resumão" logo abaixo.

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Um "cadáver" de um centro galáctico ativo é encontrado

(Imagem: Reprodução/ALMA/ESO/NAOJ/NRAO/Ichikawa)

Astrônomos encontraram algo que parece inédito: um centro galáctico ativo que no finalzinho de sua vida. No centro dela, há um buraco negro supermassivo que se alimentou de gás e poeira circunvizinha por bastante tempo. Por isso, ele emitia jatos relativísticos e transformou o centro de sua galáxia em um objeto conhecido como centro galáctico ativo, a categoria que engloba quasares, blazares, entre outros.

Esses buracos negros emitem uma radiação que os astrônomos podem detectar com telescópios terrestres, mas tais fenômenos não podem durar para sempre. Até então, os cientistas ainda não haviam encontrado um centro galáctico ativo encerrando sua atividade, mas uma equipe de pesquisadores acaba de encontrar um deles que chegou ao fim de sua “vida”. Os jatos relativísticos ainda estão lá, mas, uma vez que o buraco negro já parou de consumir matéria, será uma questão de tempo até que esses jatos desapareçam.

Entenda melhor essa descoberta aqui

"Retrato de família" da missão chinesa Tianwen-1

(Imagem: Reprodução/CNSA)

A agência espacial chinesa (China National Space Administration, ou CNSA) publicou uma série de imagens de Marte em alta resolução e do seu rover Zhurong, fotografado pelo orbitador da missão Tianwen-1 e também por uma câmera na superfície. As imagens incluem um panorama do local de pouso e também um “retrato de família” bastante simpático, que mostra o Zhurong e sua plataforma de pouso, um do ladinho do outro. Esse retrato foi feito por uma câmera remota, posicionada a 10 m do módulo de pouso — e quem colocou a câmera lá foi o próprio rover, que precisou se locomover pelo terreno marciano e se posicionar ao lado do módulo de pouso para fazer o retrato.

Também foram publicados registros feitos pela câmera da Mars Reconnaissance Orbiter (MRO), da NASA, e mais um punhado de imagens publicadas no Twitter da CNSA, mostrando o estágio superior do rover, o módulo de pouso, o ambiente e os rastros deixados pelos "pneus" do rover enquanto ele caminhava na superfície marciana.

Confira todas essas imagens aqui e aqui

As ondas que causam as auroras enfim são reveladas

(Imagem: Reprodução/Austin Montelius/University of Iowa)

Os cientistas demonstraram pela primeira vez o mecanismo por trás do efeito atmosférico magnífico que chamamos de aurora. Eles já sabiam que este fenômeno ocorre por causa das partículas trazidas pelos ventos solares e aceleradas pelo campo magnético da Terra para, depois, interagirem com as partículas da nossa atmosfera. Entretanto, como exatamente elas são aceleradas ainda não é muito bem compreendido.

Em um novo estudo, físicos encontraram evidências definitivas de algo que já se suspeitava: que as auroras mais brilhantes são formadas por ondas eletromagnéticas poderosas conhecidas como “ondas de Alfvén”. Elas ocorrem durante as tempestades geomagnéticas causadas pelas partículas do vento solar, e energizam os elétrons em direção à Terra. É assim que as partículas produzem as luzes coloridas que vemos.

Entenda melhor esse mecanismo das auroras aqui

Foto incrível da maior lua de Júpiter

(Imagem: Reprodução/NASA/JPL-Caltech)

A sonda espacial Juno sobrevoou Ganimedes bem de pertinho, apenas a 1.000 km de sua superfície, e capturou duas imagens de tirar o fôlego. Além de ser a primeira aproximação em mais de 20 anos desta que é a maior lua do planeta (e também a maior lua do Sistema Solar), a sonda aproveitou para registrar detalhes bem nítidos da complexa formação geológica de Ganimedes.

Segundo o principal pesquisador da missão, este foi o mais próximo que uma espaçonave já chegou deste mundo em uma geração. Nos próximos dias, a Juno enviará mais imagens desse sobrevoo, o que poderá trazer uma nova percepção sobre a composição, ionosfera, magnetosfera e a camada de gelo da lua.

Veja mais sobre Ganimedes aqui

Ingenuity completa seu 7º voo em Marte 

O simpático helicóptero Ingenuity realizou seu sétimo voo em Marte, provando mais uma vez que a tecnologia humana atual está preparada (ou quase) para desenvolver um instrumento científico capaz de voar em atmosferas alienígenas. Ele se deslocou por mais de 100 m no Planeta Vermelho e, ao fim do voo, pousou em um local totalmente novo.

Foram 62,8 segundos de voo, durante os quais e se deslocou por aproximadamente 106 m na direção sul, com destino ao seu novo pedacinho de chão. As imagens coletadas mostram que esse local de pouso é plano e livre de obstáculos, ideal para garantir a segurança do Ingenuity.

Confira mais sobre o sétimo voo do Ingenuity

Rússia ameaça abandonar a ISS em 2025

(Imagem: Reprodução/NASA/Roscosmos)

A situação tensa entre os Estados Unidos e a Rússia pode prejudicar a colaboração entre os dois países ma exploração espacial, ao menos no que diz respeito às pesquisas realizadas na Estação Espacial Internacional (ISS). Dmitry Rogozin, diretor da agência espacial russa Roscosmos, disse que, se os EUA não suspenderem as sanções ao seu país, a Rússia deve sair do programa.

Os russos já manifestaram em outras ocasiões o desejo de desenvolver uma estação espacial própria, mas também têm planos para lançar um novo módulo de acoplagem à ISS em breve. Seria uma ótima adição para o laboratório orbital, mas também pode servir como parte de uma estação própria. As sanções estariam impedindo que a Rússia lance satélites, de acordo com Dmitry.

Entenda melhor o clima de tensão aqui

Jeff Bezos viajará ao espaço no primeiro voo tripulado do New Shepard 

A Blue Origin, companhia espacial de Jeff Bezos, anunciou que o primeiro voo tripulado do foguete New Shepard será realizado no dia 20 de julho, mas a surpresa é que o próprio empresário estará presente na missão, ao lado de seu irmão, Mark Bezos. A notícia foi anunciada em um vídeo publicitário, no qual Bezos explica que convidou Mark porque eles, além de irmãos, também são melhores amigos.

Junto deles, estará também o vencedor do leilão realizado pela Blue Origin para ceder um assento a bordo do foguete. A disputa acontece hoje (12) e a soma arrecadada durante o leilão será doada para a Club for the Future. Há 5 mil interessados já fazendo suas ofertas.

Saiba mais sobre a aventura espacial milionária aqui

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