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Metrópole de 2.500 anos acaba de ser descoberta na selva amazônica

Por| Editado por Luciana Zaramela | 12 de Janeiro de 2024 às 23h11

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Dioher Paval/CC-BY-3.0
Dioher Paval/CC-BY-3.0

Com a ajuda de tecnologia laser LiDAR, cientistas descobriram mais ruínas de antigas cidades perdidas na Amazônia equatoriana, parte de uma enorme rede de assentamentos de até 2.500 anos atrás. A nova parte da metrópole pré-colombiana foi localizada no Vale de Upano, no centro-sul do Equador, pelo mapeamento e detecção de luz feito por lasers aéreos.

Essa revolução nos métodos de estudo permite varrer áreas enormes de terra abaixo das árvores, detectando, com laser, sinais de estruturas muitas vezes invisíveis ao olho humano por conta da cobertura florestal. Outros exemplos de urbanização da Amazônia já foram encontrados na Bolívia e no Brasil, ficando escondidos por séculos ou até mesmo milênios.

Civilizações amazônicas pré-colombianas

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A civilização amazônica cujas cidades perdidas foram descobertas recentemente surgiu há cerca de 2.500 anos, construindo prolificamente entre 500 a.C. e 600 d.C. Cidades e vilarejos foram levantados e interligados com estradas grandes e retilíneas, totalizando pelo menos 15 assentamentos diferentes, dos mais variados tamanhos.

No achado recente, foram achadas praças e 6.000 plataformas retangulares de 20 metros de comprimento, 10 metros de largura e até 3 metros de altura. Como não há muitas rochas na Amazônia, as estruturas teriam sido feitas de terra e lama empilhadas. Os cientistas descrevem os assentamentos como exemplos de  “urbanismo de jardim”, onde construções humanas estão intimamente conectadas a lotes agrícolas, com sistemas de drenagem e terraços extensos.

Segundo histórias coloquiais, os colonizadores europeus teriam encontrado enormes cidades ao chegar na Amazônia, que teriam, com o tempo, sido consumidas pela floresta. Embora tenham sido encaradas como meras lendas, a ciência pode estar encontrando as famigeradas metrópoles pré-colombianas, um escaneamento por vez.

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Fonte: Science