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Casa romana no Monte Vesúvio pode ter sido onde morreu César Augusto

Por| Editado por Luciana Zaramela | 06 de Maio de 2024 às 19h52

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Institute for Advance Global Studies/CC-BY-ND
Institute for Advance Global Studies/CC-BY-ND

Arqueólogos encontraram, próxima ao Monte Vesúvio, uma casa de campo romana em ruínas que pode ter abrigado o leito de morte de Augusto, o primeiro imperador romano. A estrutura estava soterrada debaixo dos restos de outra casa de campo, construída séculos à frente.

As casas de campo romanas, chamadas de villas, abrigavam a aristocracia da época e suas propriedades rurais. A villa mais antiga, onde teria morrido Augusto, teria sido habitada antes do primeiro século d.C., segundo os arqueólogos, enquanto a segunda teria sido construída apenas no segundo século.

Os cientistas responsáveis, acadêmicos da Universidade de Tóquio, já escavavam o local há 20 anos, mas o trabalho só foi divulgado agora, com as descobertas feitas após muita escavação e estudo. Ainda não se confirmou, no entanto, que a antiga villa realmente seja o local onde Augusto morreu, em 14 d.C.

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O desastre do Vesúvio e a morte de Augusto

Segundo contou Mariko Muramatsu, arqueóloga da Universidade de Tóquio que liderou a escavação, ao site Live Science, o sítio arqueológico do estudo é o único — ou, ao menos, um dos pouquíssimos — que pode realmente ter sido o leito de morte do monarca romano.

O local bate com os escritos de historiadores romanos como Dião Cássio, Suetônio e Tácito, que apontam a morte do imperador em 14 d.C., na villa de sua família, próxima à cidade de Nola. Atualmente, Nola fica a cerca de 8 quilômetros a nordeste do sítio arqueológico, que está situado em Somma Vesuviana, local nas encostas do norte do monte Vesúvio.

A segunda casa de campo de Somma Vesuviana foi destruída por uma erupção vulcânica durante o século V, ficando soterrada até seu encontro, em 1929. Embora tenha-se considerado a possibilidade da presença da villa de Augusto no local, estudos não foram feitos por falta de verba. Em 2002, no entanto, a equipe da Universidade de Tóquio retomou a pesquisa junto a arqueólogos locais.

Foram encontradas, então, estátuas de mármore e diversos outros artefatos, datados ao ano de 79 d.C. por meio das camadas arqueológicas. Embora isso não bata com a morte de Augusto, camadas mais profundas revelaram a presença da villa mais antiga, também soterrada pelas pedras e cinzas do vulcão.

Outra descoberta importante é de que a erupção destruiu parte das encostas do norte do monte — até agora, acreditava-se que o desastre havia atingido principalmente as cidades do sul, como Pompeia e Herculano, em 79 d.C. Na antiga casa de campo, descobriu-se um grande armazém e partes da casa de banho privada, mas estudos posteriores terão de ser feitos para comprovar quem era o dono do local.

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Fonte: University of Tokyo com informações de Live Science