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Maior barco do mundo é 100% elétrico; saiba onde vai funcionar

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Incat / Divulgação
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A mobilidade marítima na América do Sul está prestes a viver um marco histórico. O China Zorrilla, novo gigante da frota Buquebus, deve começar a operar em maio através de um investimento de US$ 200 milhões. A embarcação deve conectar Buenos Aires, na Argentina, a Colonia del Sacramento, no Uruguai, enquanto ostenta o título de maior ferry elétrico do planeta.

O navio deve iniciar a jornada entre os dias 15 e 25 de março em uma viagem nada convencional. É que, devido ao seu porte, a embarcação vai ser transportada por um dos chamados navios de carga ultra pesada (ou “heavy lift”), categoria composta por apenas oito unidades no mundo. 

Para transportá-lo, o navio vai afundar parcialmente, enchendo seus tanques com água. Depois, o China Zorrilla é posicionado no convés submerso e, na sequência, o navio libera a água coletada; para voltar a ser capaz de flutuar, o navio eleva sua carga acima do nível do mar.

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Engenharia pensada para o Rio da Prata

O projeto do China Zorrilla foi desenhado especialmente para a região — por isso, diferentemente do que acontece com as baterias de lítio comuns, seu sistema de energia foi pensado para resistir ao frio.

Na prática, a perda de densidade energética foi reduzida de 30% para apenas 2% em temperaturas abaixo dos 7 ºC. Além disso, o ferry possui um calado de apenas 2,75 metros, e pode navegar tranquilamente mesmo em águas rasas.

Com capacidade para 2.100 passageiros e 226 veículos, a embarcação exige infraestrutura elétrica proporcional, que incluiu 9 km de cabos especiais em Colonia para suportar os 50 MW de consumo previstos. 

O transporte deve custar cerca de US$ 6 milhões, e o esperado é que a viagem ao sul leve cerca de 30 dias, com chegada estimada para o fim de abril

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Fonte: Forbes