Barco de 4.000 anos é encontrado no Iraque, antiga Babilônia

Barco de 4.000 anos é encontrado no Iraque, antiga Babilônia

Por Augusto Dala Costa | Editado por Luciana Zaramela | 07 de Abril de 2022 às 18h30
SAC Andy Holmes/OGL v1.0

Descobriu-se que um barco encontrado pela primeira vez em 2018, nos arredores de Uruk-Warka, atual Iraque, na verdade tem 4.000 anos de idade. Quando ele foi descoberto, há quatro anos, registros fotogramétricos foram feitos, mas devido a ameaças do tráfego rodoviário próximo ao local, uma escavação de resgate teve de ser feita para garantir a preservação do que restava da embarcação. Estudos mais profundos, então, ficaram para depois.

Os responsáveis pelo achado foram os arqueólogos da Missão Alemã Iraquiana do Conselho Estadual de Antiguidades e do Departamento do Oriente do Instituto Arqueológico Alemão. Conforme as leis de antiguidades iraquianas, o objeto foi levado ao Museu do Iraque, que fica em Bagdá, para que estudos científicos e esforços de conservação sejam realizados.

Origens do barco

A cidade de Uruk, também conhecida como Warka, onde o artefato arqueológico foi encontrado, fez parte da Suméria e depois da Babilônia, no antigo canal seco do rio Eufrates, onde esses impérios se estabeleceram. No começo da urbanização sumeriana, em meados do século IV a.C., a cidade teve um papel de liderança, sendo um centro populacional importante até seu abandono, que pode ter ocorrido pouco antes ou pouco depois da conquista islâmica dos anos de 633 a 638 d.C.

Reconstituição artística de como um barco de junco seria na época, há 4.000 anos (Imagem: Таис Гило/Domínio Público)
Reconstituição artística de como um barco de junco seria na época, há 4.000 anos (Imagem: Таис Гило/Domínio Público)

O barco foi construído com junco, folhas de palmeira e madeira, e revestido de betume, substância impermeabilizante e adesiva que deriva da destilação de petróleo bruto. Ele mede 7 metros de comprimento e 1,4 de largura. Segundo análises dos arqueólogos, ele afundou nas margens de um rio e ficou soterrado em camadas sedimentares pelos últimos 4.000 anos.

Fonte: Socientifica

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