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TikTok testa vídeos de até 30 minutos e mira hegemonia do YouTube

Por| Editado por Douglas Ciriaco | 25 de Janeiro de 2024 às 15h11

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Solen Feyissa/Unsplash
Solen Feyissa/Unsplash
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O TikTok já é referência quando o assunto envolve vídeos curtos, mas a empresa quer outra fatia do bolo: a versão Beta da rede social começou a permitir o envio de vídeos com até 30 minutos de duração. Isso pode aumentar a concorrência com o YouTube e posa como possível ameaça à hegemonia do site do Google no setor.

A novidade foi publicada pelo vazador Matt Navarra em sua própria conta no Threads. Um print da versão de testes do aplicativo do TikTok mostra um aviso de que é possível fazer o uploads de vídeos com meia hora de duração. Navarra ainda comentou que usuários notaram a presença da função em Android e iOS, ainda não existem detalhes adicionais sobre como o recurso vai funcionar.

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Isso pode abrir um novo caminho para a criação de conteúdo e até atrair influencers que atuam no segmento. O app para celulares já possui uma interface voltada para a reprodução de vídeos na horizontal, o que pode reforçar a disputa contra o YouTube. Enquanto o rival tenta conquistar o público dos vídeos curtos com o Shorts, a rede chinesa pretende ampliar sua presença no segmento dos conteúdos mais longos.

De 15 segundos a 30 minutos

O TikTok construiu sua fama com vídeos rápidos de 15 segundos e popularizou esse estilo de criação de conteúdo — basta ver que Instagram e o próprio YouTube adotaram opções parecidas posteriormente. 

Com o passar do tempo, a rede começou a ampliar a duração máxima das publicações, passando para 30 segundos, um minuto, três minutos, até chegar ao limite atual de vídeos de 10 minutos para todas as contas. A empresa ainda lançou um recurso de assinaturas no ano passado que permitia playlists exclusivas com episódios de até 20 minutos, mas o acesso é limitado a alguns criadores.

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A novidade na versão de testes sugere que o TikTok busque marcar presença no território de vídeos maiores, seguindo o caminho contrário de alguns concorrentes — o Instagram, por exemplo, tentou ingressar no segmento com o IGTV em 2018, mas encerrou o serviço três anos depois