Spotify bate marca de 365 milhões de usuários, mas menos da metade é assinante

Spotify bate marca de 365 milhões de usuários, mas menos da metade é assinante

Por Igor Almenara | Editado por Douglas Ciriaco | 28 de Julho de 2021 às 13h07
Fixelgraphy/Unsplash

O Spotify mostrou, mais uma vez, que é o queridinho de muitos amantes de músicas e podcasts em todo o mundo. A companhia fechou mais um trimestre fiscal de 2021 marcando crescimento (em sua maioria, acima das próprias metas) e acumulou um total de 365 milhões de usuários ativos mensalmente, sendo 165 milhões deles assinantes da plataforma — mas continua operando no vermelho.

O número de usuários ativos aumentou em nove milhões quando comparados ao primeiro trimestre fiscal do ano, mas não foi o suficiente para atingir as metas da empresa. Desse todo, sete milhões correspondem aos pagantes (valor que estava acima do esperado, 20% maior do que o mesmo período no ano passado), enquanto foram registradas dois milhões de novas contas gratuitas. Em todas as regiões, o crescimento no número de assinantes foi de dois dígitos.

Relatório do segundo trimestre fiscal de 2021 mostra crescimento significativo em total de assinantes (Imagem: Reprodução/Spotify)

Para o Spotify, a razão pela baixa de usuários ativos da plataforma se dá por complicações da COVID-19 em alguns mercados. A companhia diz ter interrompido campanhas de marketing em certas regiões devido a gravidade da pandemia. Ainda assim, a plataforma acredita que segue um ritmo saudável e suas métricas de retenção continuam consistentes.

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Tempo gasto no Spotify aumentou

O tempo gasto na plataforma aumentou significativamente em uma comparação ano a ano. Os principais mercados responsáveis pelo crescimento foram a América do Norte e a Europa.

Quanto ao consumo de podcasts, o Spotify relata que um “crescimento modesto” quando comparado ao primeiro trimestre fiscal do ano. Em proporção com a quantidade total de horas no app, o formato tomou sua maior fatia até hoje.

A plataforma espera dar mais atenção ao Spotify Greenroom, suas salas de aula parecidas com os papos do Clubhouse. Campanhas mais efetivas devem gerar maior tempo no consumo de conteúdo e, talvez, um impacto na audiência de podcasts.

Contas ainda no vermelho

Este é o segundo trimestre fiscal que o Spotify fecha o relatório com prejuízo líquido — dessa vez, de 20 milhões de euros (R$ 122 milhões), quando comparado com o prejuízo de 356 milhões de euros (R$ 2,1 bilhões) do mesmo período no ano passado. O fluxo de caixa livre, saldo da empresa que está livre em um negócio, foi de 34 milhões de euros, valor 7 milhões de euros abaixo em comparação com o segundo trimestre de 2020.

Executivos da companhia afirmam que continuarão dando prioridade ao crescimento do serviço, atraindo novos assinantes e investindo em podcast — que passou a permitir que artistas cobrem por episódios exclusivos em abril. A plataforma mostra que a receita sobre anúncios foi maior do que o esperado, crescendo três dígitos graças aos canais de venda de Direct e Podcasts. O Ad Studio, plataforma de distribuição de propaganda, cresceu 165% na comparação ano a ano.

Fonte: WSJ, Spotify

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