Sem Telegram, TSE fecha acordo com WhatsApp, Twitter, Facebook e Google

Sem Telegram, TSE fecha acordo com WhatsApp, Twitter, Facebook e Google

Por Igor Almenara | Editado por Douglas Ciriaco | 15 de Fevereiro de 2022 às 18h00
Reprodução/Business Review

Nesta terça-feira (15), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) fechou um acordo com as plataformas WhatsApp, Twitter, TikTok, Facebook, Google, Instagram, YouTube e Kwai para criar mecanismos para conter a disseminação de fake news. No WhatsApp, deve ser implementado um canal para informar eleitores.

“Estamos todos preocupados e empenhados em preservar um ambiente de debate livre, amplo, robusto, mas que preserve regras mínimas de legalidade, e de civilidade”, pontuou o presidente do TSE, o ministro Luís Roberto Barroso. “É impossível exagerar no mundo contemporâneo a importância que assumiram as mídias digitais”, concluiu.

Acordo estabelece medidas que precisam ser seguidas para conter a circulação de notícias falsas (Imagem: Reprodução/TSE)

Para o vice-presidente do TSE, ministro Edson Fachin, o “objetivo é desenvolver ações para coibir e neutralizar a disseminação de notícias falsas nas redes sociais durante as eleições deste ano”. O acordo determina que sejam implementadas ferramentas para conter o envio de notícias falsas.

No Facebook, uma das medidas adotadas será a criação de um canal de denúncias dedicado a notícias falsas, já no Instagram, existirá um chat dedicado para sanar dúvidas sobre as eleições. Para fechar, no Twitter, denúncias relacionadas ao processo eleitoral serão avaliadas pelo TSE.

Telegram ficou de fora

Possivelmente por não atender o contato do TSE, o Telegram ficou de fora do recente acordo. Há semanas, instituições do Estado brasileiro, incluindo o TSE, tentam se comunicar com a plataforma para compreender as ferramentas de moderação do app, mas sem sucesso.

A situação é especialmente grave, já que o Telegram é um dos mensageiros mais usados no Brasil — pesquisas divulgadas no ano passado mostram que a plataforma está presente em mais da metade dos celulares brasileiros.

Haveria, portanto, duas alternativas: aceitar a relevância de um mensageiro que não atende os pedidos do Judiciário brasileiro ou bloquear a plataforma no país. Investigadores envolvidos no assunto acreditam que o mensageiro será eventualmente suspenso por aqui.

Fonte: O Globo, TSE

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