Google prepara novidades para fortalecer ensino remoto durante a pandemia

Por Igor Almenara | Editado por Douglas Ciriaco | 22 de Junho de 2021 às 15h45
Divulgação/Google

Desde que a pandemia começou, o ensino presencial foi um dos segmentos mais impactados pelo distanciamento social. O Google, que já contava com algumas plataformas destinada ao ensino remoto, não estava preparado para o crescimento abrupto da demanda de professores e alunos do mundo inteiro. Desde então, a empresa vem apresentando novidades para esse setor e, nesta terça-feira (22), a companhia anunciou mais recursos voltados para a transformação do ambiente digital em um lugar ideal para a educação.

Google Meet como sala de aula

O Google Meet, um dos mais beneficiados com os anúncios do dia, terá adaptações voltadas para o modelo de sala de aula virtual. A plataforma permitirá que professores importem listas para configurar aulas em grande escala, reuniões poderão contar com mais de um moderador e, para cada um deles, mais funções de controle estarão disponíveis.

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Professores e auxiliares de uma turma serão incluídos na videoconferência como organizadores por padrão, poupando o anfitrião do trabalho de atribuir funções manualmente. Antes de cada aula, alunos que entrarem com antecedência serão incluídos em uma “sala de espera”, em que aguardarão o redirecionamento automático para a sala do Meet assim que o professor estiver presente.

Sessões de grupos serão controladas diretamente pelo anfitrião e, se encerradas, levam todos os integrantes para a reunião principal. O anfitrião também pode suspender a transmissão de vídeo dos demais integrantes rapidamente com o botão “bloqueio de vídeo”, enquanto a versão mobile (tablets e celulares) poderá encerrar reuniões e silenciar os integrantes de uma só vez (coisa que já está disponível no iOS, mas logo chegará ao Android).

A interação com as reuniões com o “levantar a mão” também foi melhorada no Meet. Seguindo o padrão noticiado pelo Canaltech dias atrás, quem levantar a mão será colocado em uma lista. Professores, por sua vez, terão uma notificação persistente para ver quantas pessoas acionaram o recurso em um clique. Quando a fala do aluno terminar, o pedido de fala é retirado automaticamente.

Salas poderão ser transmitidas para pessoas de fora da instituição como exibições públicas ao vivo direto no YouTube. Professores, gestores e integrantes de conselhos poderão mostrar o conteúdo da reunião em tempo real sem acumular todos os participantes no Meet e, de quebra, ainda acompanhar as participações pelo chat ao vivo.

Novidades do Google Classroom

No Google Classroom, outro produto posto em destaque, o foco foi a acessibilidade e a unificação de conteúdo. Em breve, professores não precisarão gerar links para outras plataformas para que estudantes acompanhem os materiais graças aos add-ons — recurso que permitirá que o próprio Google anexe e apresente o material.

Para acessibilidade, especialmente em localidades com internet precária, o Classroom solucionará o problema com o acesso offline. O aplicativo para Android permitirá que estudantes sigam consultando suas atividades e materiais e editem arquivos no Google Docs mesmo sem internet.

Mais segurança no Workspace

Para garantir que o envio de conteúdo e material acontecerá sem surpresas, o Google reforçou a segurança de todos os clientes do Google Workspace for Education com aprimoramentos do Drive. Administradores do ambiente virtual poderão ativar a camada de proteção no armazenamento virtual das próprias organizações, oferecendo maior defesa contra ameaças internas e o compartilhamento acidental de malwares.

Quanto aos controles sobre o conteúdo, os administradores terão opções mais detalhadas sobre quem pode acessar os arquivos tanto dentro quanto fora da organização. O gerente do ambiente poderá compartilhar o material com um subgrupo de professores de um mesmo distrito, por exemplo, sem dar a mesma liberdade aos estudantes envolvidos.

Por enquanto, não foram apresentadas datas para a implementação das novidades e, antes que alcancem o público geral, elas devem passar por testes em usuários selecionados aleatoriamente. Agora, resta torcer para que a Gigante das Pesquisas não demore a implementar os recursos e que o segundo semestre já seja facilitado com essas novas ferramentas.

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