Após reclamações, Google promete facilitar transição para o YouTube Music

Por Ramon de Souza | 12 de Agosto de 2020 às 10h51

O Google Play Music, antigo serviço de streaming musical do Google, tem data certa para morrer: ele será deletado definitivamente em dezembro deste ano para usuários existentes, sendo que não será mais possível baixar seu app já a partir de outubro. O jeito é migrar para seu sucessor espiritual, o polêmico YouTube Music. O problema é que muitos usuários estão reclamando de algumas limitações na nova plataforma.

A principal delas diz respeito ao upload de canções. No antigo Play Music, você podia enviar seus próprios arquivos MP3 e reproduzi-los de qualquer lugar — algo útil para aquelas obras extremamente underground que não se encontram em serviços de streaming tradicionais. Porém, no YouTube Music, para poder executar tais arquivos em um Google Home, por exemplo, você precisa assinar um plano pago.

Ao que tudo indica, porém, as constantes reclamações dos internautas estão surtindo efeito. Em uma carta enviada ao Ars Technica — site que critica com frequência tal migração forçada e injusta para o novo serviço —, um porta-voz do Google “mudou seu tom” e garantiu, aos usuários do Play Music, que alguns ajustes serão feitos em breve para tornar essa transição o mais agradável possível.

“Nós entendemos que upload de conteúdo é uma parte integral da experiência para muitos de nossos usuários do YouTube Music. Embora vários recursos para upload de conteúdo ainda não estejam funcionando na experiência gratuita do YouTube Music, estamos trabalhando duro para resolver esses gaps nos recursos e trazer funções adicionais para o tier gratuito. Esperamos compartilhar novidades em breve”, afirmou a companhia.

Atualmente, uma assinatura do YouTube Music custa R$ 20,99 no Brasil; porém, a plataforma é vítima de duras críticas por parte de seus utilizadores. Muitos reclamam, por exemplo, da inexistência de um aplicativo dedicado para o sistema Android TV — problema que foi “resolvido” pelo Google ao embutir algumas funcionalidades básicas no cliente padrão do YouTube para televisores.

Fonte: Ars Technica

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