1 mi de brasileiros criam conta no Telegram após anúncio do bloqueio do WhatsApp

Por Redação | 16 de Dezembro de 2015 às 23h19
photo_camera Denys Prykhodov/Shutterstock

Desde o anúncio do bloqueio temporário do WhatsApp feito no fim da tarde desta quarta-feira (16), o concorrente Telegram ganhou um milhão de novos usuários brasileiros em um período de apenas quatro horas.

telegram

Com funções bastante semelhantes às do app mais famoso de troca de mensagens instantâneas, o Telegram permite o envio e o recebimento de recados em formato de texto, vídeo, áudio e imagens, funcionando via 3G/4G ou Wi-Fi. Diferentemente do WhatsApp, ele também possibilita iniciar conversas secretas com qualquer usuário de sua lista de contatos.

As operadoras de telefonia celular atuantes no Brasil receberam a determinação judicial do bloqueio temporário do serviço que passa a valer a partir das 0h desta quinta-feira (17), com duração de 48 horas. No entanto, a resposta por parte delas foi a de que não cumprirão a ordem. A Oi, inclusive, já anunciou que irá à justiça para impedir o bloqueio do app. Especialistas em tecnologia concordam que o bloqueio não seja possível, sendo, até mesmo, inviável.

Entendendo a situação

A decisão da justiça brasileira a favor do bloqueio do WhatsApp não surgiu de repente ou por conta de disputas entre as operadoras. Uma imagem postada no Twitter mostra detalhes sobre documento do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, revelando que a suspensão no funcionamento do serviço tem relação com a investigação de facções criminosas. O órgão responsável pela apuração é o Grupo de Combate às Facções Criminosas (GCF), do DEIC.

WhatsApp Justiça

O texto oficial do Tribunal enviado para as operadoras Vivo, Claro, Tim, Oi, Sercomtel e Algar diz que “a decisão foi proferida em um procedimento criminal, que corre em segredo de justiça. Isso porque o WhatsApp não atendeu a uma determinação judicial de 23 de julho de 2015. Em 7 de agosto de 2015, a empresa foi novamente notificada, sendo fixada multa em caso de não cumprimento. Como, ainda assim, a empresa não atendeu à determinação judicial, o Ministério Público requereu o bloqueio dos serviços pelo prazo de 48 horas, com base na lei do Marco Civil da Internet, o que foi deferido pela juíza Sandra Regina Nostre Marques”.

Além de utilizar o Telegram, confira outras opções de app ou veja como driblar o bloqueio, caso realmente aconteça.

Com informações do G1

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