HongMeng OS não foi feito para substituir o Android, diz Huawei

Por Felipe Demartini | 19 de Julho de 2019 às 13h13
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A Huawei voltou a afirmar que, ao contrário do que se acreditava originalmente, o HongMeng OS não vem para substituir o Android. As palavras são de Catherine Chen, vice-presidente sênior da companhia, que explicou que o foco do desenvolvimento do sistema operacional nem mesmo é os smartphones.

De acordo com a executiva, os setores da indústria e da Internet das Coisas são os maiores beneficiados pelo sistema, que tem como principal destaque o baixo lag no processamento de grandes volumes de informações. Tarefas como análise de dados, processamento de pedidos em grande escala ou a revisão de telemetria estão entre as funcionalidades do HongMeng, que estaria, inclusive, em desenvolvimento antes mesmo dos problemas da empresa com o governo dos EUA.

Claro, o HongMeng pode ser aplicado a um smartphone voltado ao consumidor, caso isso seja necessário, mas com a exigência de adaptações nesse sentido. A principal delas se deve ao fato de a versão conter uma quantidade menor de linhas de códigos — centenas de milhares a menos, segundo Chen —, justamente para garantir maior agilidade. Essa conversão pode ser realizada, mas exigiria um desenvolvimento adicional e a Huawei não parece muito disposta a fazer isso nem falar sobre o assunto no momento.

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As palavras vêm como um abrandamento das tensões e o posicionamento de uma empresa que aguarda, agora, a aplicação de um regime de autorizações por parte da administração de Donald Trump. Por mais que a Huawei ainda permaneça na “lista negra” do governo americano, o que significa que ela não pode negociar com empresas dos EUA, o país inicou um processo de solicitação e aprovação para esse tipo de transação, de forma a não trazer prejuízos para multinacionais e empresas locais. A administração precisa aprovar parcerias e contratos, garantindo que eles não interfiram na segurança nacional.

Sendo assim, nomes como a Google voltaram à mesa de negociações, assim como fabricantes de chips como a Intel e empresas do setor de telecomunicações. Os resultados dessa mudança ainda não saíram, mas a ideia é que a Huawei pode voltar a navegar em águas mais tranquilas, mantendo intacto o formato de seus smartphones com Android e seu ideal de liderança no mercado de smartphones.

A indicação de que o HongMeng nem mesmo está sendo desenvolvido com smartphones em mente é uma indicação de que a Huawei espera sucesso nessa empreitada após as turbulências dos últimos meses. A empresa já trabalha com a Google em um sistema de exceção, anunciado após as medidas de bloqueio dos governo dos EUA, que se encerra em agosto. Após isso, a expectativa é de uma aprovação e um retorno definitivo das relações entre as duas, mesmo que com algumas ressalvas relacionadas à segurança.

Fonte: Xinhua

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