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Especialista explica por que não revelar dados pessoais a uma IA

Por  • Editado por Douglas Ciriaco | 

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Pexels/cottonbro studio
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Usar uma IA como o ChatGPT da OpenAI e o Copilot da Microsoft pode ser útil e bastante divertido, mas há algumas coisas que é melhor não contar para os robôs — e o seu nome é uma delas. Um especialista explica os motivos nas próximas linhas.

Tudo pode ser usado contra você

Pode parecer radical, mas é importante evitar ao máximo revelar informações sobre você para uma inteligência artificial generativa. Isso porque, de acordo com o especialista da Kaspersky Stan Kaminsky, “qualquer coisa que você escrever para um chatbot pode ser usado contra você”.

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O que Kaminsky quer dizer com isso é que há chances de o conteúdo da conversa com o robô vazar acidentalmente ou ser compartilhado. Além disso, o bate-papo pode até mesmo ser revisado por moderadores humanos, que teriam em mãos suas informações mais valiosas com facilidade. Vale lembrar que a maioria das IAs pode salvar caixas de diálogos inteiras como parte de suas políticas, aqueles termos que você aceita (provavelmente sem ler) quando começa a usar um serviço online gratuito.

“Não envie nenhum dado pessoal para um chatbot. Nenhuma senha, número de passaporte ou cartão bancário, endereços, números de telefone, nomes ou outros dados pessoais que pertençam a você, sua empresa ou seus clientes devem terminar em chats com uma IA.”, continua o especialista. “Você pode substituí-los por asteriscos ou ‘EDITADO’ em sua solicitação”, concluiu.

E toda precaução é pouca, afinal, segundo Kaminsky, especialistas da segurança da informação já projetaram vários ataques com o objetivo de roubar caixas de diálogo, e ele acredita que não vão parar tão cedo.

Nada de carregar documentos no chatbot

Outro ponto relevante no assunto é que há diferentes plugins e extensões que permitem fazer o upload de arquivos numa IA generativa. Muitos fazem isso para conseguir resumos de documentos ou pedir por revisões, porém essa ação traz o risco de vazamentos de dados confidenciais e de propriedade intelectual — a data de lançamento de um jogo ou a folha de pagamento dos funcionários, por exemplo.

“Pior do que isso, ao processar documentos recebidos de fontes externas, você pode ser alvo de um ataque que conta com a verificação do documento por um modelo de idioma”, afirma o especialista da Kaspersky.

Nesse caso, se alguém realmente precisa carregar um documento, é sugerido que qualquer dado importante seja omitido antes do upload.

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Conheça seu robô

Por fim, é importante conhecer as configurações de privacidade do chatbot. “Examine cuidadosamente a política de privacidade e as configurações disponíveis do seu fornecedor de grande modelo de linguagem (LLM). Normalmente, você pode usar essas configurações para reduzir o rastreamento”, afirma Kaminsky.

O especialista destaca ainda que o ChatGPT da OpenAI permite desativar o salvamento automático do chat. Ao fazer isso, as informações são removidas após 30 dias e nunca serão usadas para treinamento — ao menos é o que promete a desenvolvedora.

Ou seja, vale ler cada linha dos termos de uso e das opções de cada robô. O Gemini do Google, por exemplo, armazena informações por três anos para revisão humana, então preste atenção para não dar nome e endereço para algo que terceiros poderão olhar à vontade.