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Funcionários da GM recusam proposta de demissão voluntária em SP

Por  • Editado por Jones Oliveira | 

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Divulgação/General Motors
Divulgação/General Motors

A baixa demanda por carros 0km pode fazer com que a General Motors reduza drasticamente o quadro de funcionários em suas fábricas no Brasil. A Agência AutoData teve acesso a um documento enviado pela direção da GM aos trabalhadores, no qual a montadora sugere a adoção do PDV (Programa de Demissão Voluntária) aos eventuais interessados.

Segundo a AutoData, a GM alega que o cenário atual da indústria automotiva no Brasil pede “ajustes em suas capacidades produtivas” e eles são necessários não por falta de peças, como ocorreu constantemente no ápice da pandemia da covid-19, mas para “adaptar as fábricas ao tamanho do mercado”.

A montadora argumentou ainda que chegou a aplicar medidas paliativas anteriores, como férias coletivas, layoff (dispensa temporária) e days-off, mas nenhuma surtiu o efeito necessário, o que tornou a sugestão do PDV inadiável em todas as plantas de São Paulo: Mogi das Cruzes, São José dos Campos e São Caetano do Sul.

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A GM ocupa atualmente a terceira posição entre as montadoras no Brasil, com 208,4 mil veículos vendidos entre janeiro e agosto, segundo a Fenabrave. A fatia corresponde a 15,4% do mercado e coloca a marca atrás da Volkswagen (15,6%) e Fiat, líder de mercado, com 22% de participação nas vendas totais.

Funcionários da GM recusam PDV

Os sindicatos dos metalúrgicos das respectivas regiões em que as fábricas da GM estão instaladas no estado de São Paulo informaram que o posicionamento dos funcionários de todas as plantas foi unânime em negar a proposta de PDV.

A argumentação para não aceitar o programa de demissão voluntária, porém, variou de uma planta para outra. Em São Caetano do Sul, o sindicato informou que apenas funcionários já aposentados foram desligados e que o órgão “espera um novo posicionamento da GM”.

Os funcionários que trabalham nas instalações de São José dos Campos, por sua vez, consideraram o pacote oferecido insuficiente. Eles têm estabilidade garantida até maio de 2024, por conta de um layoff adotado recentemente. A mesma situação se aplica à planta de Mogi das Cruzes, local no qual o layoff ainda está em vigor.

Fonte: AutoData