WWDC 2019 | Os principais anúncios feitos pela Apple no evento de hoje (3)

Por Patrícia Gnipper | 03 de Junho de 2019 às 17h41
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Nesta segunda-feira (3), pontualmente às 14h no horário de Brasília, a Apple deu início a mais uma edição da WWDC, seu evento anual voltado a desenvolvedores em que a companhia revela as novidades do ano para seus sistemas operacionais, além de outros lançamentos relevantes.

Abaixo, você confere um resumo dos principais anúncios feitos pela Maçã:

tvOS 13

Depois de relembrar as novidades de serviços anunciadas em março (Apple News+, Apple TV+, Apple Arcade e Apple Card), Tim Cook, CEO da empresa, mostrou o trailer de For All Mankind, série que abordará a chegada do homem na Lua em 1969 e que será exclusiva do novo streaming de vídeos da Maçã. O Apple TV+, naturalmente, estará disponível no Apple TV, e também chegará a diversos modelos de smart TVs para que um número ainda maior de pessoas tenha acesso à novidade.

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O novo tvOS tem sua tela inicial toda remodelada, com prévias de programas em tela cheia logo de cara. Uma nova seção chamada Up Next mostrará sugestões personalizadas para cada usuário da casa, tudo de acordo com seu histórico de visualizações e gostos pessoais. Para alternar entre usuários, só será preciso arrastar a tela da direita para a esquerda e abrir a Central de Controle do sistema.

E o Apple Music no tvOS também recebe o suporte a vários usuários de uma mesma casa, com o serviço também ganhando letras de músicas sincronizadas com o que estiver tocando, tudo em tempo real. O Apple Arcade também estará no tvOS 13, com a empresa expandindo o suporte do streaming de games para controles do Xbox One S e o DualShock do PlayStation 4!

Ainda, o tvOS 13 traz uma nova coleção de papéis de paredes com temática do fundo do mar — as imagens são fruto de uma parceria com a BBC, todas em 4K e com HDR1, inclusive.

O sistema será liberado a todos os usuários em setembro, junto com os demais sistemas que foram revelados hoje. O tvOS 13 será compatível com os Apple TV HD (quarta geração) e 4K (quinta geração).

watchOS 6

Então foi a vez de falar do watchOS 6, que chega com uma série de novas watchfaces com design simples e minimalista, incluindo estilo analógico e, enfim, a possibilidade de ativar um som ou vibração na virada de cada hora.

Novos apps nativos chegam ao sistema do Apple Watch: um gravador de voz, um de audiobooks e a calculadora da Apple — esta, inclusive, com vários recursos especiais para o relógio inteligente, como uma ferramenta para dividir automaticamente a conta do bar com os amigos, além de descobrir o valor ideal da gorjeta para o garçom.

E apps independentes também chegam ao watchOS; ou seja: aplicativos que podem ser controlados unicamente pelo relógio, sem a necessidade de mexer no iPhone para tal. Para que isso seja possível, a Apple anunciou novas APIs que os desenvolvedores poderão usar e criar esta possibilidade. E, claro, aplicativos independentes exigem uma App Store própria para o watchOS 6! A loja ganha uma versão específica para o relógio, com a possibilidade de baixar e instalar apps diretamente pelo aparelho. Isso significa um Apple Watch cada vez mais independente, caminhando para se tornar um produto realmente à parte dos iPhones.

Para saúde e bem estar, o watchOS 6 traz uma novidade no app Activities: Trends (ou tendências) que analisarão seu histórico de atividades e mostrarão logo de cara se seu progresso está correndo bem ou não, e também dando recomendações para você retomar o pique de antes, caso necessário.

Activity Trends do watchOS 6

E para a saúde auditiva, o sistema detectará automaticamente níveis prejudiciais de ruído a seu redor, e emitirá notificações quando isso acontecer — mas a Apple ressalta que o recurso não grava e tampouco armazena o áudio captado.

App Noise para controlar a poluição sonora ao seu redor

Já para as mulheres, chega um novo aplicativo: o Cycle Tracking. Ele permite o acompanhamento de seu ciclo menstrual, e dá previsões de quando o período fértil ou a menstruação estiver chegando. Todos os dados, por sinal, ficam registrados no app Saúde do iPhone — que também foi redesenhado para acomodar todas as novidades, organizando ainda melhor os destaques na tela inicial.

Cycle Tracking, para mulheres controlarem seu ciclo mensal pelo Apple Watch

Por fim, chegam com o watchOS 6 novas pulseiras para o Apple Watch, incluindo o modelo Pride com as cores do arco-íris, que celebra o Orgulho LGBTQ+. O sistema chega a todos os usuários em setembro e será compatível com todos os Apple Watches, do Series 1 ao Series 4.

iOS 13

O aguardadíssimo iOS 13 chega repleto de novidades. A primeira delas é o aguardado modo escuro nativo, tal qual aconteceu com o macOS Mojave no ano passado. Os apps nativos da Maçã todos contarão com seu próprio dark mode, incluindo Mapas, Notas, Calendário, Música e Mensagens, e as notificações também chegarão em padrões escuros quando o modo estiver ativado.

Com relação à performance, o iOS 13 será muito mais rápido: a Apple promete que o FaceID desbloqueará o sistema 30% mais rapidamente em comparação com o iOS 12, e os apps serão abertos duas vezes mais rápido.

Outra novidade é um teclado com função de deslize, algo similar ao SwiftKey ou ao Swype no Android. No iOS, a novidade se chama Quick Path, permitindo a digitação no teclado por meio de movimentos de deslize dos dedos em cima das teclas.

Quick Path no teclado do iOS 13

Quanto ao Mapas, o app foi também totalmente remodelado, sendo construído a partir do zero com dados mais abrangentes e um novo modo que, basicamente, "copia" o Google Street View, permitindo visualizar imagens em alta definição da região que você está explorando no mapa. O novo Mapas inicialmente estará disponível em algumas cidades selecionadas nos Estados Unidos até o final deste ano, chegando internacionalmente em 2020.

"Street View da Apple"

Já com relação à privacidade, com o iOS 13 será possível fornecer dados de localização aos apps somente uma vez, se você assim desejar, impedindo que o aplicativo seja capaz de dar um ping em seu local quando estiver em uso. E uma outra novidade muito bem recebida é o Sign in with Apple: recurso que permitirá fazer logins por aí usando uma conta "fantasma" da Apple, sem que você precise usar seu próprio usuário do Facebook ou do Google, por exemplo.

Para tal, o usuário faz o login no Face ID e cria uma nova conta, temporária, para se cadastrar no serviço online desejado. Dessa maneira, suas informações pessoais ficam protegidas por um e-mail aleatório e você tem o login garantido. Cada um dos endereços temporários de e-mail criados com o recurso são encaminhados a seu e-mail real, então os apps simplesmente não poderão acessar o seu e-mail real (e não poderão enviar spam!), mas você receberá todas as comunicações necessárias para o login por meio dele. Este novo recurso também estará disponível no macOS.

Fazendo logins por aí usando o novo sistema da Apple, mais seguro e com mais privacidade

Além disso, com o iOS 13 chegam novidades nos Memojis, que poderão ser usados como adesivos no iMessage da mesma forma que já dá para fazer com os Bitmojis. Outra novidade do novo sistema é uma nova interface de edição de fotos e, pela primeira vez, de vídeos — você poderá editar coisas como brilho, realces, sombras, contrastes, saturação, nitidez etc. —, e o app Fotos recebe uma nova interface usando aprendizado de máquina para remover imagens duplicadas e capturas de tela indesejadas.

O novo iOS chegará em setembro e será compatível com iPhones a partir do 6s. Como o iPhone SE tem o mesmo processador A9 do iPhone 6s, este modelo será atualizado, sim, para o iOS 13 — provavelmente a última versão que será compatível.

macOS Catalina

O nome do novíssimo sucessor do Mojave é macOS Catalina. Nele, a Maçã concentrou as novidades em apps como Apple Music, Podcasts e Apple TV, que agora substituem o iTunes e marcam a "morte" do antigo software de audiovisual da Maçã.

Com o Catalina, também chega outro recurso muito pedido pelos usuários: o suporte a apps do iPad. Chamado de Catalyst, o projeto permite aos desenvolvedores de apps do iOS para o iPad também disponibilizarem eles para o Mac — um serviço que já disse que o fará é o Twitter, então em breve teremos um app próprio do Twitter também no macOS. E por falar em iPad, agora será possível usar o tablet como um segundo monitor para o Mac — coisa que soluções de terceiros, como o Duet Display, por exemplo, já fazem há bastante tempo.

O Catalina traz ainda uma nova maneira de controlar o Mac por meio de comandos de voz: o recurso de acessibilidade poderá ser usado por qualquer pessoa que quiser controlar o macOS sem encostar o dedo no teclado, mouse ou trackpad.

Além disso, confirmando rumores, o novo macOS elimina os recursos Find My Friends e Find My iPhone, unindo-os em um único app chamado apenas Find My, que também será levado ao iOS. Outra novidade é que, se seu Mac for perdido ou furtado, ele ficará inútil para quem tentar usá-lo além de você, pois o sistema chega com um novo bloqueio de ativação para o Mac.

O macOs Catalina também chega a todos os usuários em setembro, compatível com MacBook 2015 ou superior, MacBook Air 2012 ou superior, MacBook Pro 2012 ou superior, Mac mini 2012 ou superior, iMac 2012 ou superior, iMac Pro 2017 ou superior, e Mac Pro 2013 ou superior.

Novo Mac Pro

Além dos sistemas operacionais, a Apple aproveitou esta WWDC para revelar um novo Mac Pro, admitindo que o Mac Pro de 2013 foi um erro no percurso da companhia. O novo Mac Pro, então, chega totalmente redesenhado por dentro e por fora — contudo, o design externo parece ser um belo retrocesso, relembrando aquela aparência clássica de "ralador de queijo".

Por dentro, o novo Mac Pro é modular e flexível, o que resolve grande parte das críticas anteriores. A máquina tem processador Intel Xeon de até 28 núcleos e com até 300W de potência, além de contar com um resfriamento potente para evitar qualquer superaquecimento. A memória pode ser maximizada em 1,5 TB em 12 slots DIMM, e há também slots PCI Express (quatro deles com largura dupla para acomodar placas maiores de expansão). Na dianteira, duas portas USB-C/Thunderbolt 3 e duas portas USB-A estão presentes, vale dizer.

Ainda, o Mac Pro de 2019 chega com um módulo de expansão personalizado chamado MPX, que aproveita um backbone Thunderbolt 3 dedicado embutido na placa-mãe para fornecer energia adicional e conectividade de alta velocidade aos componentes. O módulo é uma placa PCI Express de quatro vias que acomoda duas placas gráficas, possui seu próprio dissipador de calor e também um conector Thunderbolt personalizado.

Ainda, a Apple venderá um módulo especial que adiciona mais duas portas Thunderbolt 3, duas USB-A e uma entrada de áudio de 3,5 mm, além de uma placa de edição de vídeo dedicada capaz de processar até 6 bilhões de pixels por segundo.

O novo Mac Pro chega no outono norte-americano custando a partir de US$ 5.999 — preço que vale para a versão mais modesta da máquina, com 32 GB de RAM, processador Intel Xeon de oito núcleos, GPU Radeon 580X e SSD de 256 GB. E para o novo Mac, a Apple preparou um monitor 6K de 32 polegadas, com preço de US$ 4.999, também com visual de furinhos à la ralador.

iPadOS

"Grandes mudanças no iPad" foram prometidas, e a Apple cumpriu sua promessa. Com o iOS 13, chega também um "spin-off" chamado iPadOS, que é basicamente um iOS 13 personalizado para o iPad — só que as mudanças são tão significativas, que a empresa decidiu dar um outro nome ao SO, que chega para aproximar o iPad do Mac.

O iPadOS traz novos recursos multitarefas, incluindo uma tela dividida, além de melhorias no Slide Over e no dock. Com o novo sistema chega uma nova tela inicial com widgets que podem ser expandidos ao lado de ícones de apps, e novos gestos multitarefas estão presentes para deslizar entre vários aplicativos, arrastando-os e soltando-os lado a lado.

Ainda, o app de Arquivos foi aprimorado, ficando mais parecido com o Finder do macOS, e agora o Arquivos do iPad têm suporte a unidades USB de armazenamento, além de cartões SD, para que você possa conectar esses aparelhos no iPad e acessar seus arquivos diretamente pelo tablet, sem precisar do intermédio de nenhum computador. Baixar fotos tiradas em câmeras profissionais também ficou mais fácil, já que agora a Apple abandona de vez o Camera Kit no iPad e faz o serviço on-the-fly, via cabo.

O Safari no iPadOS também ganhou melhorias, contando agora com um gerenciador de downloads no tablet e até 30 novos atalhos de teclado, além de controles de tamanho de texto e configurações por site. E até mesmo a Apple Pencil recebeu novidades com a chegada do iPadOS: a caneta teve sua latência melhorada de 20 ms para apenas 9 ms, e aplicativos de terceiros poderão usar os novos controles do produto.

O iPadOS, que chega em setembro, é compatível com os iPad Pro (9,7, 10,5, 11 e 12,9 polegadas), iPad de quinta e sexta geração, iPad mini 4 e mini quinta geração, iPad Air de terceira geração e iPad Air 2.

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