HDR10+ | Tudo o que você precisa saber sobre este novo recurso

Por Felipe Ribeiro | 29 de Junho de 2019 às 13h00
Samsung/ Divulgação

O High Dynamic Range, mais conhecido como HDR, é uma das tecnologias de vídeo mais importantes desde a atualização da definição padrão para o HD. Mas ela pode vir em diversos formatos, cada qual com sua funcionalidade e melhoria específica, como Dolby Vision, HDR10, HLG ou, mais recentemente, HDR10+.

Mas o que exatamente é HDR10+? Como você pode obtê-lo? E, talvez o mais importante, ele é o melhor formato HDR?

O que é o HDR?

Antes de mergulharmos no HDR10+, precisamos cobrir rapidamente o que é HDR. O High Dynamic Range, no que se refere a TVs, permite vídeo e imagens estáticas com brilho e contraste muito maiores, além de uma melhor precisão de cores. O HDR funciona para filmes, programas de TV e jogos e, ao contrário dos aumentos na resolução (como 720p a 1080p), que nem sempre são imediatamente perceptíveis — especialmente quando vistos à distância —, um ótimo material HDR é atraente a partir do momento em que você o vê.

O HDR exige, no mínimo, duas coisas: uma TV compatível com HDR e uma fonte de vídeo HDR, como um Blu-ray 4K HDR e um reprodutor de Blu-ray compatível, ou um filme HDR na Netflix. Nem todas as TVs 4K conseguem lidar com HDR e algumas fazem isso muito melhor do que outras. Dito isso, a maioria das novas TVs suporta tanto o 4K UHD quanto o HDR.

Todos os televisores compatíveis com HDR também são compatíveis com o HDR10. Esse formato, por sua vez, permite um brilho máximo de 1.000 nits e uma profundidade de cor de 10 bits. Comparado ao SDR regular (Standard Dynamic Range), o HDR10 permite uma imagem que é mais que duas vezes mais brilhante, com um aumento correspondente no contraste (a diferença entre o negros mais pretos e os brancos mais brancos), e uma paleta de cores que tem um bilhão de tons, ao contrário dos aproximadamente 16 milhões do SDR.

O que é o HDR10+?

Como o nome sugere, o HDR10 + pega todas as partes boas do HDR10 e as melhora. Aumenta o brilho máximo para 4.000 nits, o que aumenta o contraste também. Mas a maior diferença está em como o HDR10+ lida com informações.

Com o HDR10, os "metadados" que são alimentados pela fonte de conteúdo são estáticos, o que significa que há um conjunto de valores estabelecidos para todo um conteúdo, como um filme inteiro. O HDR10+ torna esses metadados dinâmicos, permitindo que eles sejam alterados para cada quadro de vídeo. Isso significa que cada quadro é tratado com seu próprio conjunto de cores, brilho e parâmetros de contraste, criando uma imagem com aparência muito mais realista. Áreas da tela que podem ter sido saturadas sob o HDR10 exibem seus detalhes completos com o HDR10+.

Imagem: Digital Trends

No entanto, há algumas restrições. Apesar de ser um formato livre de royalties, o HDR10+ foi desenvolvido por um consórcio de três empresas: 20th Century Fox, Panasonic e Samsung. Como tal, a compatibilidade com HDR10+ até agora foi limitada a modelos de TV da Samsung e Panasonic.

No lado do conteúdo da equação, ainda não há muito suporte para o HDR10 +, mas isso está começando a mudar. A Netflix não suporta o novo formato, mas o Amazon Prime Video, sim. Em abril de 2019, a Universal assumiu o compromisso de lançar títulos novos e atualizar os retroativos para HDR10+, e a 20th Century Fox está se preparando para fazer o mesmo.

Mais uma coisa: se você usa um streamer de mídia ou um player Blu-ray para o seu conteúdo HDR10+ e ele não é conectado diretamente à sua TV, o cabo HDMI que você está usando deve ser compatível com o padrão HDMI 2.1. O motivo é que o HDR10+ (e o Dolby Vision) usam muito mais largura de banda de dados do que o HDR10 convencional, e cabos HDMI 2.0 mais antigos podem não suportar essa demanda extra.

Mas e o Dolby Vision?

O HDR10+ não é o único formato HDR com condições de dominar o mercado. O Dolby Vision é outro formato HDR avançado criado pela Dolby Labs, a mesma organização por trás da famosa coleção de tecnologias de áudio Dolby, como Dolby Digital e Dolby Atmos. O Dolby Vision é muito semelhante ao HDR10+, pois usa metadados dinâmicos e não estáticos, dando a cada quadro seu próprio tratamento HDR exclusivo. Mas o Dolby Vision oferece brilho ainda maior (até 10.000 nits) e mais cores (profundidade de 12 bits, para impressionantes 68 bilhões de cores).

Por enquanto, essas especificações são um pouco discutíveis: ainda não há TVs com capacidade para 12 bits, e o brilho desse calibre continua sendo restrito a protótipos. Mas ambos devem chegar nos próximos anos e, quando isso acontecer, o Dolby Vision estará pronto.

Fonte: Digital Trends

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