Brasileiro é o usuário que mais troca de operadora de celular no mundo

Por Redação | 26 de Maio de 2014 às 17h51
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O número de smartphones ativos no país cresceu nos últimos anos e já ultrapassou o número de habitantes brasileiros, o que significa que alguns usuários possuem mais de uma linha de celular. Mesmo com a ascenção dos aparelhos inteligentes em território nacional, muita gente ainda reclama da qualidade do serviço oferecido pelas operadoras de telefonia móvel.

E essa é uma característica presente na vida dos usuários brasileiros. De acordo com uma pesquisa feita pela fabricante de hardware e software de infraestrutura de redes da Nokia, os consumidores locais são os que estão mais propensos a trocar de operadora de celular em comparação com clientes de outros países. O relatório entrevistou 12 mil pessoas de 11 nações diferentes (Brasil, Itália, Espanha, Canadá, Coreia do Sul, Reino Unido, Estados Unidos, Rússia, China, Quênia e México), sendo 1,08 mil usuários de tablets e smartphones aqui no nosso país.

Segundo a agência de notícias Reuters, 67% dos consumidores brasileiro mudaram de operadora pelo menos uma vez nos últimos cinco anos, e 48% disseram não descartar uma possível mudança de prestadora nos próximos 12 meses. No resto do mundo, essa taxa é de menos de 40%. Em países como Rússia e Estados Unidos, por exemplo, a porcentagem é de aproximadamente 27%.

Para 33% dos usuários brasileiros, a categoria mais levada em conta na hora de assinar contrato com uma empresa de telefonia móvel é o preço e cobrança dos serviços. Já para permanecer cliente daquela companhia, 41% dos entrevistados no país consideram a qualidade de serviço como o principal fator, contra 29% da média em países considerados maduros em telefonia (Espanha, Itália, Reino Unido, Estados Unidos, Canadá e Coreia do Norte).

Fernando Carvalho, diretor de estratégia e desenvolvimento de negócios da Nokia para a América Latina, afirma que a percepção de qualidade é fator determinante para a decisão de trocar de operadora. "Isso acontece ao mesmo tempo em que o cliente vai ficando mais sofisticado. O usuário brasileiro vai se aproximando do comportamento de clientes europeus ou norte-americanos", disse. "Desde a privatização, as operadoras no Brasil estão em uma batalha por usuários. Então, a batalha por qualidade é nova. E usuários agora estão dispostos a pagar mais por isso, o que até então não tínhamos visto", completa.

Outro dado interessante da pesquisa aponta o crescimento no uso de internet banda larga móvel. Segundo o estudo, 63% dos usuários brasileiros já utilizam o celular como principal telefone, seja em casa ou fora dela, e 82% desses internautas são assinantes de planos pré-pagos.

Além disso, cresceu o percentual de usuários constantes de dispositivos móveis, os chamados "heavy users". Esses usuários são aqueles que utilizam pelo menos dois tipos de serviços conectados uma vez por semana em seus dispositivos móveis, como videochamada, mensagens instantâneas e chat, navegação na internet, download ou upload de arquivos, jogos online, pagamento móvel, TV, serviços de geolocalização GPS ou aplicativos de realidade aumentada.

O relatório afirma que, no Brasil, o percentual dos heavy users subiu de 57% em 2012 para 64% em 2013 – há dois anos esse índice era de apenas 46%. Do total desses consumidores, 24% utilizam downloads, uploads e streaming quase todos os dias e três em cada cinco usuários brasileiros usam apps em seus celulares, como e-mail, Facebook, Google, Twitter e outras ferramentas mais populares.

Apesar de estarmos na mesma faixa de utilização de países como Inglaterra, onde os heavy users representam 66% do número total de internautas, ainda usamos outros tipos de redes além da banda larga própria do celular. Apenas um terço do consumo de dados nos dispositivos é feito de um pacote de internet para dispositivo móvel, enquanto os outros dois terços acontecem por meio de redes Wi-Fi.

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