Celulares 3G devem superar 2G até julho, diz Anatel

Por Redação | 02 de Maio de 2014 às 09h20
photo_camera Divulgação

A internet de quarta geração (4G) chegou ao Brasil há quase um ano, mas ainda não é a mais utilizada no país. Na lista das redes mais usadas estão o 2G e o 3G, presentes em quase todos os smartphones vendidos em território nacional. Mas o 2G está perdendo espaço para a telefonia de terceira geração, que deve finalmente ultrapasssar o número de aparelhos de segunda geração até julho.

Quem fez a afirmação foi o presidente da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), João Rezende. De acordo com o G1, entre janeiro e março deste ano, o órgão contabilizou que os dispositivos 3G passaram de 97,8 milhões para 105,4 milhões, enquanto os terminais 2G estão caindo em desuso. No mesmo período, a quantidade de 157,5 milhões em janeiro caiu para 150,4 milhões em março.

"Existe um desejo do cidadão em acessar internet pelo serviço móvel e temos que ampliar rapidamente a infraestrutura de rede para suportar o crescimento do tráfego de terceira geração", disse Rezende, durante audiência pública na Câmara. O executivo também destacou que as empresas de telefonia precisam investir na rede que transporta os dados para garantir qualidade de acesso e impedir possíveis interferências.

Além disso, Rezende afirmou que o último levantamento feito pela Anatel em março constatou que já existem 2 milhões de aparelhos ativos equipados com banda larga móvel de quarta geração, o 4G. Contudo, a transição do 3G para a nova tecnologia deve demorar, principalmente devido ao preço dos pacotes oferecidos pelas prestadoras. "Ainda temos muito o que crescer no 3G, mas o leilão da faixa de 700 megahertz (MHz) este ano ajudará a ampliar a cobertura do 4G", disse.

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, o presidente da agência criticou a carga tributária estadual sobre os serviços de telefonia e internet. "O ICMS cobrado da telefonia é uma das principais fontes de receitas para os Estados", comentou. Na mesma apresentação, o ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, também atacou as taxas dos mesmos serviços. "Do total da fatura, em torno de um terço é imposto. Isso é a média, porque tem Estado que cobra mais ICMS e Estado que cobra menos. Uma alíquota de 35% acarreta um aumento de 63% na fatura em relação ao serviço que foi prestado de fato", afirmou.

Bernardo também falou sobre o crescimento do mercado de telefonia móvel no Brasil, além de citar a aprovação do Regulamento Geral de Direitos do Consumidor de Serviços Telecomunicações (RGC). Entre os principais pontos da medida está a possibilidade do usuário cancelar assinaturas de planos e serviços pelo próprio sistema de atendimento das operadoras, sem a necessidade de falar com um atendente. Clique aqui se você ainda tem dúvidas de como funciona o regulamento.

Inscreva-se em nosso canal do YouTube!

Análises, dicas, cobertura de eventos e muito mais. Todo dia tem vídeo novo para você.