Startup que dá "upgrade" em lojas de e-commerce levanta US$ 225 milhões

Startup que dá "upgrade" em lojas de e-commerce levanta US$ 225 milhões

Por Márcio Padrão | Editado por Claudio Yuge | 28 de Setembro de 2021 às 22h40
Divulgação

A Merama, startup de comércio eletrônico, anunciou nesta terça-feira (28) uma rodada de US$ 225 milhões (R$ 1,15 bilhão) liderada por fundos como Advent, que já investiu na fintech Ebanx; e a onipresente japonesa SoftBank, que entre outras já injetou dinheiro na MadeiraMadeira, Olist, Petlove, Rappi e VTEX.

O conceito por trás da Merama é se tornar acionista majoritária de empresas com grande presença digital em marketplaces brasileiros como Amazon, Americanas S.A., Magazine Luiza, Mercado Livre e Via Varejo, em áreas como esportes, animais de estimação, moda infantil e eletrônicos. Assim, os executivos da startup, formada por ex-nomes da Amazon, Mercado Livre, Google, Facebook e outros, traçam estratégias para escalar os negócios desses lojistas.

A empresa tem como referência as companhias americanas Thrasio e Perch, que compram e transformam lojas virtuais no marketplace da Amazon. A Thrasio captou US$ 2,4 bilhões em investimentos e a Perch captou US$ 909 milhões.

Imagem: Nataliya Vaitkevich / Pexels

A Merama começou em janeiro deste ano com sedes no Brasil e no México. Sua ascensão foi rápida: além da rodada desta semana, havia captado um aporte série A há cinco meses, de US$ 160 milhões, feito por fundos como Valor Capital, Maya Capital e Monashees, além de investidores-anjo como Daniel Scandian (MadeiraMadeira), Fabien Mendez (Loggi) e Guilherme Bonifacio (iFood).

Para os chefes da Merama, o ainda pouco conhecimento da América Latina pode ser uma barreira de entrada. “Os grandes players optaram antes por uma expansão para Ásia e Europa. Então, alcançamos mais marcas com menos competição”, diz ao Infomoney o brasileiro Guilherme Nosralla, um dos fundadores. “Em dezembro de 2020, vimos a Thrasio levantando investimento. Montamos um pitch deck [apresentação para investidores] e fomos conversar com fundos para começar nosso próprio negócio.”

Fonte: Infomoney, Neofeed

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