O software é a alma do hardware

Por Emerson Rezende | 28 de Março de 2016 às 16h41

Passam-se os anos e as definições que distinguem hardware de software ficam cada vez mais juntas e misturadas.

Exemplos não faltam. Quando temos um smartphone nas mãos, por exemplo. Enquanto nossos dedos nervosos deslizam pela telinha, sabe dizer se o que você está tocando é a superfície vítrea ou as figurinhas logo ali atrás?

iPhone 5C

Aposto um picolé que seu real desejo de interação se dá mais com os ícones que representam as funcionalidades oferecidas pelo equipamento do que com o equipamento em si.

Isso demonstra o quanto o software cresceu em importância com relação ao hardware. Até poucos anos atrás, a porção tangível de qualquer produto de informática (telas, memórias, processadores e conectores) concentrava seu maior custo de produção quando comparado ao conteúdo armazenado em seus chips de memória. Ou seja,o que podia ser tocado era mais caro do que os itens intocáveis ou intangíveis, isto é, os bits e bytes dos programas.

Paradoxalmente, são essas linhas de código invisíveis que dão sentido à existência de um determinado aparelho. Afinal, de que adianta o mais rápido processador, a mais nítida e extensa tela de LCD e o mais espaçoso banco de memória se não há uma aplicação para isso tudo? E justamente o que determina isso é o software.

Um dos primeiros a ter essa sacada foi um cara chamado Bill Gates, não por acaso o fundador da primeira fábrica de software da história. Para ele, as diversas indústrias do setor de informática só precisariam centrar esforços no desenvolvimento de seus equipamentos ou seja, de hardware, já que o sistema operacional poderia ficar por conta de sua empresa, a Microsoft, que até hoje detém a hegemonia do mercado de computadores pessoais. E ao se aproveitar da lentidão desta última em entrar no setor de dispositivos móveis, a Google com seu Android hoje dominam grande parte dos smartphones por meio um modelo de negócios parecido com o do Windows.

Android

A outra face dessa moeda é representada por outro gênio. Quando Steve Jobs apresentou pela primeira vez o icônico iPhone em 2007, não fazíamos ideia de como seria operar um aparelho dotado de uma grande tela sensível e um único botão mecânico centralizado logo abaixo. Jobs percebeu que software poderia tranquilamente substituir as funções das dezenas de botões que praticamente revestiam os antigos telefones celulares. Tanto que hoje esse tipo de configuração (ou layout para os mais técnicos) só se encontra nos celulares de baixo custo. Depois do iPhone, todos os demais fabricantes de smartphones seguiram os passos da Apple e adotaram o mesmo padrão (salvo uns botõezinhos a mais aqui e ali). A tendência de hardware minimalista apresentada pelo iPhone privilegia o software.

É por isso que o Ultradownloads se dedica a divulgar... software! Sem esses pacotes de bits e bytes, os computadores pessoais não passariam de caixotes sem vida, recheados de placas de fibra de vidro recobertas de cápsulas de silício conectados a monitores, mouses e teclados. Amontoados de componentes sem propósito.

Para nós, o software é a alma do negóc... digo, do hardware!

Fique por dentro do mundo da tecnologia!

Inscreva-se em nossa newsletter e receba diariamente as notícias por e-mail.