Em tempo: eletrocardiograma (ECG) do Apple Watch chega ao Brasil

Por Diego Sousa | 09 de Julho de 2020 às 15h05
Reprodução

A Apple anunciou nesta quinta-feira (9) que a esperada função de eletrocardiograma (ECG) do Apple Watch, relógio inteligente da marca, será liberada para os usuários do Brasil. A novidade chega pouco mais de um mês depois de passar pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e estará disponível a partir das versões iOS 13.6 e watchOS 6.2.8.

O Brasil é o segundo país da América do Sul a suportar a funcionalidade — até então, somente os usuários no Chile contavam com o suporte à tecnologia em seus gadgets. Em comunicado, a Apple informou que a função ECG será compatível com as gerações 4 e 5 do Apple Watch.

Como funciona a função Eletrocardiograma (ECG)

A função ECG no Apple Watch é possível graças aos eletrodos integrados à Coroa Digital (o botão em formato de anel na parte lateral) e à parte de trás, que trabalham juntos para gerar um eletrocardiograma de derivação única.

Uma vez ativado, o usuário precisa manter o dedo indicador na Coroa Digital por 30 segundos. Após a análise, o relógio classifica o resultado como fibrilação atrial, ritmo sinusal, frequência cardíaca alta, frequência cardíaca baixa ou inconclusivo. Segundo a Apple, o Apple Watch é o primeiro produto voltado ao consumidor que permite fazer um eletrocardiograma completo direto do pulso.

O Apple Watch é o único produto voltado ao consumidor que possui eletrodos capazes de fazer um eletrocardiograma (Foto: Divulgação/Apple)

Instruções, indicações e resultados são informados no app Saúde, do iPhone, e os usuários podem exportar os dados em formato PDF para compartilhar com o médico, por exemplo. Além disso, o aplicativo ECG também informa ao usuário algumas situações não registradas pelos eletrodos — como pressão alta ou colesterol alto.

Aliado ao recurso de notificação de ritmo cardíaco irregular, a função ECG promete identificar indícios de AFib, o tipo mais comum de arritmia cardíaca. Quando não tratada, ela pode provocar derrame, a segunda causa mais comum de morte em todo o mundo.

Apple Watch já salvou vidas

O recurso de eletrocardiograma (ECG) no Apple Watch já salvou vidas ao redor do mundo. Em 2018, um usuário no fórum online Reddit descobriu, graças ao dispositivo, que estava com fibrilação atrial, um tipo de arritmia cardíaca caracterizada por batimentos rápidos e irregulares do coração.

Outro caso aconteceu com um brasileiro. Graças à notificação de ritmo cardíaco irregular, o publicitário Jorge Freire, proprietário do blog Nerd Pai, descobriu com antecedência que estava com uma taquicardia e tomou os devidos cuidados antes que algo mais grave pudesse acontecer.

Segundo estudo realizado pela Apple, um ensaio clínico com 600 participantes confirmou que, entre os resultados classificáveis como fibrilação atrial e ritmo sinusal, a função ECG do Apple Watch conseguiu classificar 87,8% dos registros, além de demonstrar sensibilidade na classificação de AFiB (98,9%) e na especificidade na classificação do ritmo sinusal.

Fonte: Apple

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