Técnico fura carcaça do iPhone Air para instalar gaveta de chip SIM físico
Por Vinícius Moschen • Editado por Léo Müller | •

Técnicos de uma loja em Shenzhen, na China, realizaram uma modificação de hardware inédita no celular ultrafino iPhone Air. Foi colocada uma entrada física para chips de operadora, o que termina com a dependência exclusiva de tecnologia eSIM do aparelho.
Para viabilizar a instalação do slot em um corpo fino, foi preciso remover o módulo original do motor de vibração do dispositivo para abrir espaço para o compartimento físico.
No espaço liberado, foi instalado um motor de vibração menor, capaz de manter apenas o feedback tátil básico. O conjunto da bandeja e do slot SIM foi montado na sequência para permitir o suporte ao cartão físico.
Testes realizados após a modificação indicam que o dispositivo é capaz de realizar chamadas e acessar dados móveis normalmente, já que há suporte de software para isso. Afinal, vários outros modelos atuais de iPhone (com o sistema iOS) ainda possuem o SIM físico como possibilidade de comunicação.
iPhone Air original não tem bandeja de cartão de operadora
O iPhone Air foi anunciado como o smartphone mais fino fabricado pela Apple, com foco na estética em detrimento de especificações máximas de hardware. Por isso, além da ausência da bandeja, o modelo possui recursos reduzidos, como a presença de apenas uma câmera traseira.
No entanto, o eSIM é considerado como uma forma mais prática de obter dados móveis. A tecnologia consiste em um chip de identificação soldado diretamente na placa-mãe do dispositivo durante a fabricação, em um componente que não pode ser removido do aparelho.
A ativação ocorre de forma digital, geralmente ao escanear um QR Code. O sistema ainda permite armazenar perfis de diferentes operadoras, embora a maioria dos aparelhos suporte apenas dois ativos simultaneamente.
Além disso, a tecnologia é considerada mais segura que o chip físico, pois impede que criminosos interrompam a conexão de dados imediatamente em casos de furto. Essa característica mantém a localização do dispositivo rastreável por mais tempo.
Também se destaca a impossibilidade de remoção física, que evita a inserção do chip em outros celulares para interceptação de dados e contas bancárias. A clonagem de eSIMs é descrita como extremamente rara devido ao processo de provisionamento criptografado.
Em geral, a transição para a tecnologia pode ser feita por processos simplificados de configuração. Também é possível converter o SIM físico em eSIM diretamente nos menus de ajuste do sistema.