Review Samsung Galaxy A32 | Bateria gigante e tela AMOLED fazem a diferença

Por Diego Sousa | Editado por Wallace Moté | 31 de Maio de 2021 às 09h00
Ivo/Canaltech

O Galaxy A32 é o menor dos três integrantes mais refinados da nova geração da família Galaxy A. No entanto, engana-se quem acha que ele é o menos interessante: o aparelho possui diversas características dos modelos mais potentes, como tela Super AMOLED de 90 Hz e bateria gigante de 5.000 mAh, mas aposta em um design minimalista como principal destaque.

Será que o Galaxy A32 tem o que é preciso para ser o melhor smartphone intermediário básico do momento? Testei o smartphone por alguns dias e trago, nos próximos parágragos, minhas impressões sobre ele. Se gostar, fique atento à oferta especial que preparamos para você!

Prós

  • Tela Super AMOLED e com alta taxa de atualização;
  • Bateria de longa duração;
  • Design minimalista e acabamento brilhante.

Contras

  • Desempenho fraco em jogos pesados;
  • Software de câmera com problemas no Modo Noturno;
  • Má otimização do processador Helio G80 com a interface One UI 3.1;
  • Alto-falante mono com qualidade mediana;
  • Falta de uma capinha na caixa para proteger os sensores fotográficos.

Construção e design

Logo de cara, a primeira coisa que me chamou atenção no Galaxy A32 foi o seu apelo minimalista: o smartphone tem um conjunto fotográfico disposto no mesmo formato dos irmãos A52 e A72, mas as câmeras ficam coladas na tampa traseira, em vez de agrupadas em um bloco saltado. Essa opção de design não é inédita — o exemplo mais recente foi o LG Velvet, lançado em 2020 —, mas se destaca positivamente pela simplicidade e elegância.

Um ponto negativo dessa escolha é que os sensores ficam levemente saltados do chassi do aparelho, deixando-os desprotegidos. A Samsung bem que poderia ter enviado uma capinha de proteção junto ao celular para lhe dar uma proteção extra assim que sai da caixa.

Galaxy A32 aposta em tampa traseira brilhante e visual minimalista (Imagem: Ivo/Canaltech)

Assim como os modelos mais potentes da família Galaxy A, o A32 também possui um corpo predominantemente de plástico. A principal diferença é o acabamento brilhante, em vez de fosco. Visualmente, a aparência assemelha-se mais a de um smartphone premium, mesmo que não exista nenhuma resistência contra água e poeira.

O intermediário também é o mais leve dos três modelos da linha, apesar de manter os 8,4 milímetros (mm) de espessura dos irmãos. O modelo que recebemos para testes possui a cor azul, o que, particularmente, não é a opção mais bonita, mas, ainda assim, bastante simpática.

  • Dimensões: 73.6 x 158.9 x 8.4 mm
  • Peso: 184 gramas

Na parte da frente, o Galaxy A32 aposta no notch em gota para abrigar uma câmera frontal. O formato, muito usado em aparelhos lançados entre 2018 e 2019, já é considerado ultrapassado atualmente, mas funciona por aqui devido à estratégia minimalista. O recorte em “U” também parece reduzir ligeiramente as bordas frontais superiores em relação aos irmãos.

Visual minimalista do Galaxy A32 é semelhante ao do LG Velvet, com o conjunto de câmeras coladas na tampa traseira. Acabamento plástico brilhante assemelha-se a de um smartphone mais premium.

Conexões e slots

O Galaxy A32 tem uma entrada para dois chips de operadora e um cartão de memória, ou seja, não é preciso escolher entre um segundo chip e um cartão microSD. Na lateral inferior, o smartphone traz um conector de 3,5 mm para fones de ouvido, além de uma porta USB-C 2.0 para carregamento/transferência de dados e um único alto-falante, já que ele traz som mono.

Galaxy A32 traz um conector de 3,5 mm para fones de ouvido, mas apenas um alto-falante (Imagem: Ivo/Canaltech)

O modelo que recebemos para testes possui conexão apenas 4G, mas também há uma variante compatível com 5G à venda no Brasil. Essa versão, no entanto, com exceção do suporte ao 5G, traz um conjunto de configurações menos interessante, provavelmente para oferecer a nova tecnologia de rede móvel a um custo mais baixo.

Apesar de não trazer suporte ao 5G, o Galaxy A32 tem conexões dignas de um bom intermediário atualmente: Bluetooth 5.0, NFC para pagamentos por proximidade e Wi-Fi 802.11 a/b/g/n/ac Dual Band, que habilita as frequências de 2,4 GHz e 5 GHz. O smartphone ainda traz suporte para rádio FM, mas é preciso usar os fones de ouvido como antena — no entanto, eles não vêm na caixa do aparelho.

Tela

O Galaxy A32 traz as mesmas configurações de tela dos irmãos A52 e A72, o que é excelente: o painel Super AMOLED tem resolução Full HD+ (2.400 por 1.080 pixels) e oferece cores bastante vivas, ótima fidelidade de cores escuras e contraste infinito. O brilho do display alcança 800 nits, quantidade ideal para visualizar conteúdos em ambientes ensolarados sem incômodos.

A taxa de atualização de 90 Hz também está presente, deixando rolagens, animações e jogos mais fluidos. Infelizmente, o celular não conta com uma função de adaptação do display conforme o conteúdo, mas até que não afetou a autonomia da bateria.

Tela Super AMOLED de 90 Hz de atualização é um dos destaques do A32 (Imagem: Ivo/Canaltech)

A tela AMOLED do Galaxy A32 traz o modo Always On Display em toda a sua glória — o recurso exibe relógio e notificações com a tela desligada. A ferramenta já existe em smartphones com telas LCD, mas, por não precisar de um painel de iluminação (backlight), o OLED acende somente os pixels onde as informações aparecerão, o que ajuda a diminuir o consumo de energia.

Diferentemente dos modelos mais caros da linha, que contam com um furo na tela para a câmera frontal, o A32 apresenta um notch em formato de gota. Embora já seja considerada antiga na indústria, a solução funciona muito bem no aparelho, pois dá a impressão de que as bordas superiores são mais finas do que realmente são. Ainda assim, as bordas inferiores permanecem grossas.

Outra função do A32 é o leitor de digitais sob a tela. O desempenho do sensor é interessante para a categoria, mas a precisão não é das melhores, assim como aconteceu durante os nossos testes com os A52 e A72.

Intermediário mais básico da Samsung mantém o painel Super AMOLED com tela de 90 Hz dos modelos mais potentes, o que é excelente. A tela traz cores bastante vivas, contraste infinito e fidelidade de cores escuras.

Configuração e desempenho

Se, até o momento, o Galaxy A32 se mostrou bastante semelhante aos irmãos mais potentes, as diferenças começam a ficar mais visíveis nas configurações internas. O smartphone roda o Helio G80, da MediaTek, um processador fabricado em 12 nanômetros (nm) com oito núcleos, sendo dois Cortex-A75 rodando a 2 GHz e mais seis Cortex-A55, estes com clock de 1,8 GHz.

No Brasil, o celular intermediário só está disponível na versão com 4 GB de RAM e 128 GB de armazenamento interno, mas é possível encontrá-lo na gringa em opções com 4 GB/64 GB, 6 GB/128 GB e 8 GB/128 GB. A versão, digamos, intermediária, que recebemos para testes conseguiu segurar diversos aplicativos simultaneamente, mas a troca entre eles não foi tão fluida quanto a de aparelhos com 6 GB de RAM, revelando uma possível limitação de memória temporária.

A navegação em aplicativos, por sua vez, como Facebook, Twitch, Instagram, LinkedIn e Twitter também não foi das melhores, embora satisfatória para a categoria intermediária mais básica; em alguns momentos houve engasgos na rolagem e demora no carregamento das informações.

Diferentemente do ótimo desempenho dos seus irmãos em jogos, o Galaxy A32 não rodou bem diversos títulos pesados mesmo com gráficos no mínimo, casos de Dead By Daylight e Asphalt 9; Crash On The Run, por outro lado, não apresentou muitas quedas na taxa de quadros; Dead Trigger 9, um pouco menos pesado, rodou bem, apenas com alguns travamentos pontuais em cenários com muitos detalhes.

O aparelho deve ser suficiente para tarefas e jogos mais básicos, embora o processador Helio G80 da MediaTek seja vendido como "gamer". A RAM de apenas 4 GB também deve ter influenciado no desempenho do smartphone, reforçando que, atualmente, o mínimo para um intermediário rodar sem muitos incômodos é 6 GB de memória.

Android 11 e interface One UI 3.1

O Galaxy A32 sai de fábrica com o sistema operacional Android 11 sob a interface One UI 3.1. Os elogios à skin personalizada da Samsung permanecem, com ícones e animações amigáveis, além de recursos bastante interessantes, como o Tela Dividida e o Painel Edge.

No entanto, foi possível observar alguns engasgos ao abrir aplicativos do sistema, como Configurações, Câmera e Game Launcher, algo que não aconteceu com os modelos mais caros da família. Provavelmente, isso deve-se pela má otimização do chip da MediaTek à interface One UI 3.1, ou apenas um problema de software que pode ser resolvido por uma atualização.

Um ponto positivo em modelos da Samsung é a promessa de três anos de atualização do Android e quatro anos de pacotes de segurança, mas infelizmente o Galaxy A32 não está nesta seleta lista, então se você preza por suporte de longo prazo pode ser necessário partir para o Galaxy A52 ou outro mais caro.

Câmera

Com relação às câmeras, o Galaxy A32 traz um conjunto semelhante ao que vimos em seus irmãos mais caros. São quatro no total, sendo uma principal de 64 MP (f/1.8), uma ultra grande-angular (ultrawide) de 8 MP (f/2.2), e duas de 5 MP, com lentes macro e profundidade. O sensor principal não traz estabilização óptica de imagem (OIS), ou seja, não espere resultados em vídeos e fotos iguais aos dos A52 e A72.

Câmera principal

Como já era de se esperar de um smartphone das linhas principais da Samsung, a câmera principal produz imagens com cores bastante vivas, definição excelente e ótimo alcance dinâmico (HDR). O pós-processamento agressivo da empresa, que adiciona saturação e contraste às fotos, também me agrada bastante, já que basta sacar o celular, fotografar e postar nas redes sociais.

Mesmo com a ausência de uma lente telefoto, o A32 faz um recorte dos 64 MP para oferecer zoom digital de até 10x. Os resultados não são tão bons na aproximação máxima, mas as fotos até 4x não sofrem tanto com falta de detalhes.

Em vídeos, o smartphone consegue gravar apenas em até Full HD a 30 quadros por segundo (fps). Devido à ausência da estabilização óptica, as gravações são mais tremidas. No entanto, as imagens são de boa qualidade, mantendo uma ótima definição.

Câmera ultrawide

As fotos com a câmera ultrawide também são bem satisfatórias, embora os 8 MP não tragam muita definição nas imagens. Surpreendentemente, o alcance dinâmico do sensor de ângulo mais aberto é bem decente, o que dá uma sobrevida às imagens de paisagens. O pós-processamento da Samsung continua presente por aqui, fazendo com que as cores saltem aos olhos.

Câmera macro

A câmera macro do Galaxy A32 é a mesma presente nos seus irmãos mais caros, mas, curiosamente, os resultados por aqui são piores. Em ambientes internos, as cores não se destacam e a definição é prejudicada. Por ter foco fixo, é bom ficar esperto para manter sempre o objeto entre 3 e 5 cm, ou tudo sairá de foco.

Modo Retrato

O Modo Retrato do Galaxy A32 é bastante competente, embora seja possível encontrar algumas falhas no recorte do fundo, além de uma subexposição. Em diversas situações, no entanto, falhei em conseguir fotografar nesse modo, pois o software da câmera simplesmente decidiu não funcionar.

Modo Retrato do Galaxy A32 (Imagem: Diego Sousa/Canaltech)

Selfies

Quando o assunto são selfies, os 20 MP da câmera frontal fazem bonito, com boa definição e cores vivas. No entanto, percebi uma subexposição nas imagens em ambientes abertos.

Modo Noturno

Durante os dias em que testei as câmeras do Galaxy A32, o Modo Noturno foi o que mais deu trabalho. Todos os momentos em que tentei fotografar usando o modo noturno, a primeira foto saia completamente escura. Provavelmente, as falhas foram resultado de um problema de software, que deve ser resolvida por uma simples atualização.

Mesmo assim, as fotos em ambientes noturnos apresentaram muitos ruídos, resultado da nitidez e da exposição exageradas para compensar a falta de luz. No entanto, elas podem agradar aos usuários que só querem registrar momentos para publicar nas redes sociais.

A qualidade de imagem inferior em relação aos seus irmãos deve-se à escolha do chip MediaTek Helio G80, que não traz um processador de sinal de imagem (ISP) tão consistente quando comparado com o Snapdragon 720G.

Áudio

Com relação ao sistema sonoro, o Galaxy A32 traz apenas um alto-falante, localizado na parte de baixo do aparelho. Em filmes e vídeos no YouTube, a qualidade do som até que surpreende para a categoria, com volume alto e boa definição de vocais. Já em músicas mais agitadas, onde geralmente há muitos detalhes sonoros, a saída mono mistura todos os instrumentos, deixando uma “maçaroca” de sons desagradável.

Apesar do alto-falante mediano, o A32 traz suporte ao Dolby Atmos, que oferece qualidade sonora e imersão superiores enquanto estiver usando fones de ouvido — no entanto, vale reforçar que o smartphone não conta com o acessório na caixa.

Bateria e carregamento

Um dos principais destaques do Galaxy A32 é a sua bateria de 5.000 mAh, mesma capacidade do A72 e 500 mAh a mais que a do A52. Apesar da troca de plataformas e da tela ligeiramente menor que a dos irmãos, a autonomia é bem semelhante.

Reproduzindo um dia normal de testes, tirei o A32 da tomada às 8h com 100% de carga. Ao meio-dia, após assistir streaming na Twitch por 2h30, navegar em redes sociais por 30 minutos, jogar por mais 30 minutos e fazer gravações ocasionalmente, tudo com brilho adaptável e 90 Hz de atualização, a bateria caiu para cerca 60%, autonomia muito boa para a categoria.

Autonomia de bateria do Galaxy A32 é o principal destaque do aparelho (Imagem: Ivo/Canaltech)

Se a utilização for mais casual, com redes sociais e jogos ocasionalmente, pode-se pontuar que o aparelho consegue aguentar até dois dias de uso tranquilamente, assim como seus irmãos mais caros. A boa autonomia de um aparelho com processador da MediaTek mostra que a empresa acertou a mão em seus chips recentemente, já que ela tinha uma reputação negativamente nesse departamento.

Quando o assunto é carregamento, o Galaxy A32 traz um carregador de 15 W na caixa. No entanto, curiosamente a velocidade da recarga não foi um dos destaques — durante os testes, o smartphone foi de 10% a 100% em pouco mais de duas horas.

O Galaxy A32 tem grande destaque na bateria, que é de 5.000 mAh. A autonomia do smartphone chega a dois dias de uso tranquilamente, mesmo no modo de tela em 90 Hz.

Concorrentes diretos

Por estar em uma faixa de preço mais próxima dos R$ 1.500, o Galaxy A32 tem alguns concorrentes de peso, como os Poco M3, Redmi Note 10, Moto G20 e G30. Também vale mencionar o próprio Galaxy A52, que aparece em algumas promoções por apenas cerca de R$ 100 mais caro.

O aparelho intermediário da Samsung se sobressai em muitas características em relação aos aparelhos de marcas concorrentes, principalmente no conjunto de câmeras e na tela Super AMOLED de 90 Hz. Particularmente, o design também é uma vantagem do A32, mesmo que o Redmi Note 10 seja uma boa surpresa nesse quesito.

Talvez o ponto onde o A32 pode não se destacar seja no processador Helio G80. Isso porque o Poco M3, o Redmi Note 10 e o Moto G30 utilizam plataformas da série Snapdragon 600 da Qualcomm, que é mais interessante tanto em multitarefas quanto em jogos.

Conclusão

O Galaxy A32 é um celular intermediário básico de 2021 bastante competente. Sua tela Super AMOLED com taxa de atualização de 90 Hz é um deleite aos olhos, com ótima definição e cores vivas; o conjunto quádruplo de câmeras é satisfatório, principalmente em ambientes bem iluminados, embora tenha apresentado algumas inconsistências no Modo Noturno; e a bateria traz excelente autonomia.

O principal ponto negativo do aparelho é o processador Helio G80 da MediaTek, que apresentou diversos engasgos em aplicativos e jogos durante os testes. Pode ser que a Samsung otimize o desempenho do smartphone em alguma futura atualização, mas é importante deixar claro que diversas situações desfavoráveis ocorreram nos dias em que o usei.

Galaxy A32 é um smartphone intermediário básico muito competente (Imagem: Ivo/Canaltech)

Apesar disso, o aparelho entrega um conjunto interessante para quem procura um bom intermediário básico em 2021.

Caso você possa investir um pouco mais em um smartphone, vale ficar de olho no Galaxy A52, que é um degrau acima do A32, e, até mesmo, no Galaxy M51. Eles são opções bem mais interessantes no geral, entregando melhor desempenho, câmeras e autonomia de bateria.

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Samsung Galaxy A32: ficha técnica

  • Tela: 6,4 polegadas, Full HD+, Super AMOLED Infinity-U, 90 Hz;
  • Chipset: MediaTek Helio G80 Octa-core (2x2.0 GHz Cortex-A75 & 6x1.8 GHz Cortex-A55);
  • Memória RAM: 4 GB;
  • Armazenamento interno: 128 GB;
  • Câmera traseira: 64 MP (principal, f/1.8) + 8 MP (ultrawide, f/2.2) + 5 MP (macro, f/2.4) + 5 MP (profundidade, f/2.4);
  • Câmera frontal: 20 MP;
  • Dimensões: 73.6 x 158.9 x 8.4 mm;
  • Peso: 194 gramas;
  • Bateria: 5.000 mAh;
  • Extras: leitor de impressões na tela, NFC, BT 5.0, Wi-Fi Dual Band, recarga rápida, Dolby Atmos;
  • Cores disponíveis: Awesome Violet, Awesome Black, Awesome White, Awesome Blue;
  • Sistema operacional: Android 11 com interface One UI 3.1.

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