Redmi Note 8 ainda vale a pena?

Redmi Note 8 ainda vale a pena?

Por Jucyber | Editado por Léo Müller | 14 de Outubro de 2021 às 08h36
Eric Mockaitis/Canaltech

O Redmi Note 8 foi lançado em 2019 como uma opção de intermediário custo-benefício. Entretanto, o smartphone caiu nas graças do público brasileiro e se tornou rapidamente um dos celulares mais vendidos pela Xiaomi.

Por esse motivo, até hoje o nome do modelo reverbera entre as opções atrativas ao público que está em busca de um novo dispositivo para uso no dia a dia capaz de rodar alguns jogos sem dificuldade.

Porém, as vendas em alta revelaram alguns problemas crônicos que deram bastante dor de cabeça aos compradores do celular Redmi Note 8, como falhas na conexão WiFi, gasto de bateria acima do normal e até mesmo manchas permanentes de marca d’água no display — a famosa retenção de tela.

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Mas, afinal, será que ainda vale a pena comprar o Redmi Note 8 ou é melhor ir em busca de alternativas mais recentes? Confira a resposta nesse artigo!

Prós

  • Tela com bom tamanho e resolução;
  • Bom desempenho com o Snapdragon 665;
  • Bateria com boa durabilidade;
  • Preço baixo.

Contras

  • Histórico de “retenção de tela”;
  • Bugs no sistema que afetam experiência de uso;
  • Design defasado.

Redmi Note 8: Construção e design

O Redmi Note 8 traz no visual características que eram muito implementadas pela Xiaomi no design dos celulares da marca em 2019. Mesmo comparando com modelos de alta popularidade naquele período, como o antecessor Redmi Note 7, dá para perceber que a empresa pecou pelo excesso.

Isso porque a gigante chinesa implementou um módulo vertical com quatro câmeras na parte traseira do aparelho. Na prática, isso fez o verso do smartphone ficar extremamente exagerado, contrariando o visual mais atrativo utilizado no Redmi Note 7 — que tinha apenas duas câmeras mas chamou atenção do público mesmo assim.

A parte frontal também adota a tendência visual daquele período, pois o modelo possui o notch em gota no qual a câmera de selfie está inserida.

Entalhe em gota do Redmi Note 8 (Imagem: Ivo/Canaltech)

Além disso, não existem grandes destaques na construção com um todo, já que a empresa adotou o plástico na parte traseira — material muito utilizado no corpo de celulares intermediários —, e o vidro Gorilla Glass 5 na tela.

Em 2019, grande parte dos smartphones da categoria do Redmi Note 8 ainda implementavam o leitor de digitais na parte traseira, e o modelo da Xiaomi seguiu o mesmo padrão para esse formato de biometria.

Uma característica interessante que está presente no aparelho é o Rádio FM, um recurso que não tem tanta popularidade com os jovens, mas ainda gera interesse no público mais velho.

Já nas conexões, o Redmi Note 8 se destaca por emitir sinal infravermelho e controlar outros equipamentos compatíveis, bem como entrada física USB-C, algo que, naquele momento, ainda estava em processo de popularização.

Redmi Note 8: qualidade da tela

Contrariando alguns modelos populares em 2019, como o Samsung Galaxy A50, o Redmi Note 8 tem uma tela IPS LCD de 6,3 polegadas com resolução Full HD+.

Infelizmente, não existe suporte a outras tecnologias no display — como o HDR10 — que permitiriam uma experiência de uso muito mais interessante para quem gosta de assistir filmes e séries no smartphone.

O Redmi Note 8 tem tela Full HD+ (Imagem: Ivo/Canaltech)

Em 2019 a Xiaomi ainda insistia em “reciclar” a tela utilizada no celular antecessor. Por este motivo, o Redmi Note 8 tem a mesma qualidade visual vista no Redmi Note 7, com um brilho aceitável para a categoria — que permite o uso sob o sol com facilidade — mas sem grandes destaques.

Felizmente, a empresa revisou o tipo de tela utilizado nos celulares da linha Note, e atualmente o público já tem acesso ao modelo Redmi Note 10 com display Super AMOLED. Isso permite que a empresa chinesa bata de frente com a Samsung no Brasil em qualidade de design e preço.

Redmi Note 8: configurações e desempenho

O Redmi Note 8 está equipado com a plataforma octa-core Qualcomm Snapdragon 665. O chipset traz quatro núcleos de até 2,0 GHz que têm como propósito fornecer velocidade para as ações realizadas pelos smartphones.

Já os outros quatro núcleos de 1,8 GHz são focados na autonomia do aparelho, possibilitando que a eficiência energética seja maior e o usuário tenha acesso a uma experiência positiva por ficar várias horas com o celular longe das tomadas.

O Redmi Note 8 recebe atualizações na interface constantemente (Imagem: Ivo/Canaltech)

No que diz respeito às alternativas de memória, o Redmi Note 8 possui muitas alternativas, indo de 3 GB/32 GB até 6 GB/128 GB. O módulo de armazenamento é eMMC 5.1, e isso significa que a velocidade de gravação e leitura de dados é bem menor do que o formato UFS utilizado atualmente nos smartphones.

O Snapdragon 665 não teve uma adoção tão forte quanto o antecessor 660, mas isso não reduz o destaque que esse chip possui no Redmi Note 8.

Ele ainda é capaz de rodar grande parte dos games da atualidade com gráficos no médio, como PUBG, Free Fire, CoD Mobile e outros.

Bateria e sistema

A bateria do Redmi Note 8 está bem longe de entregar uma autonomia equivalente à vista nos modelos intermediários comercializados em 2021. Entretanto, a Xiaomi disponibiliza no celular 4.000 mAh de capacidade, possibilitando uma boa administração energética.

Comparando com o antecessor, é notório que houve um salto positivo na bateria, mas a linha Note ganhou popularidade por ultrapassar os principais concorrentes com folga, algo que não acontece no celular Redmi Note 8.

Apesar do aparelho ser compatível com carregamento rápido de 18 W, a Xiaomi disponibiliza na caixa do celular um carregador simples de 10 W.

Isso faz o tempo de recarga ser maior que o necessário, algo que gera uma certa impaciência nos consumidores que precisam do smartphone com a bateria em sua capacidade máxima. Contudo, se você recarrega o aparelho sempre durante a noite, não há com o que se preocupar por aqui.

A bateria do Redmi Note 8 já está inferior a muitos modelos de 2021 (Imagem: Ivo/Canaltech)

O Redmi Note 8 saiu da fábrica com o sistema operacional Android 9 Pie, mas a Xiaomi já liberou a atualização para o Android 11. Essa característica da empresa de fornecer diversas versões de update para celulares mais antigos é um grande ponto positivo.

Ela não prende o usuário em um software defasado — como faz a Motorola — que o obriga a trocar de smartphone em um curto espaço de tempo.

Em conjunto com o Android, a gigante chinesa disponibiliza no Redmi Note 8 a interface personalizada MIUI, que já está na versão 12 para o aparelho.

Dessa forma, recursos adicionados pela Xiaomi ajudam a amplificar a experiência de uso com mais funcionalidades focadas em segurança e otimização.

Conjunto fotográfico

Quando o Redmi Note 8 foi anunciado, a Xiaomi estava caminhando para a segunda geração de intermediários da marca a contar com câmera principal de alta resolução.

Dessa forma o público teve acesso a um conjunto quádruplo de lentes, em que a principal tem 48 MP (f/1.8), uma ultra grande-angular de 8 MP (f/2.2), uma macro de 2 MP (f/2.4) e uma de profundidade com 2 MP (f/2.4).

O Redmi Note 8 tem quatro câmeras na traseira (Imagem: Ivo/Canaltech)

Para selfies, a empresa adicionou um sensor de 13 MP, que permite capturas com uma abertura de ângulo maior e traz suporte a HDR. Apesar da quantidade de sensores, o Redmi Note 8 não consegue superar concorrentes, como o Galaxy A50, nos quesitos nitidez, saturação e luminosidade.

Alguns usuários preferem dar melhorias na qualidade fotográfica do Redmi Note 8 utilizando o aplicativo GCam. Entretanto, o processo exige um pouco de conhecimento para evitar que versões infectadas por vírus danifiquem o sistema do smartphone.

Um ponto positivo é que a Xiaomi fez um bom upgrade no celular, quando comparado com o Redmi Note 7. Isso porque a empresa adicionou na câmera principal a opção de filmagem em até 4K a 30 fps, enquanto a frontal se manteve com a qualidade 1080p a 30 fps.

Bugs populares

A popularidade do Redmi Note 8 também ajudou a evidenciar diversos defeitos que deram dor de cabeça para os usuários. Um deles era relacionado ao uso do aparelho na conexão WiFi, pois o smartphone não estava conseguindo explorar a capacidade total da rede sem fio.

No uso prático isso causava quedas repentinas da internet, e gerava muita dor de cabeça para os compradores fãs de jogos. Nos games battle royale, como PUBG e Free Fire, essa falha o sinal poderia representar a derrota em uma partida.

Quando o Redmi Note 8 foi atualizado para a interface MIUI 11, não demorou para o público perceber que a bateria do celular estava durando menos do que o esperado.

A popularidade do Redmi Note 8 também ajudou a intensificar os bugs (Imagem: Ivo/Canaltech)

Mesmo com diversos ajustes possíveis para evitar a drenagem excessiva, somente quando a MIUI 12 foi disponibilizada esse problema recebeu uma solução definitiva e o poder energético do smartphone voltou ao normal.

Porém, o maior problema presente no Redmi Note 8 foi a retenção de tela. Essas manchas que aparecem no display e evitam a visualização do conteúdo são comuns em celulares que utilizam a tela da fabricante chinesa Tianma.

Além desse bug, pode acontecer toque fantasma, que são cliques involuntários realizados no celular sem qualquer comando do usuário.

Muitas vezes a solução para esses problemas foi a troca do display em um técnico especializado, algo que custou aos consumidores entre R$ 200 e R$ 300 para tal.

Redmi note 8: ainda vale a pena comprar?

O Redmi Note 8 é um intermediário com configurações que faziam sentido quando ele foi anunciado em 2019. Porém, atualmente essas especificações o deixam muito atrás de dispositivos da mesma categoria, como o Redmi Note 10.

A tela IPS LCD fabricada pela empresa Tianma, que já possui um histórico de problemas em outros modelos da linha Note, fez muitos usuários enfrentarem bugs variados com o dispositivo.

O Redmi Note 8 não é uma boa opção de compra em 2021 (Imagem: Ivo/Canaltech)

Além disso, a empresa já está investindo mais em displays com melhor qualidade de imagem e maior durabilidade, como é o caso da tela Super AMOLED. Apesar do desempenho entregue pelo chip Snapdragon 665 ser bom, os sucessores estão se saindo melhor em autonomia, velocidade e qualidade fotográfica.

Dessa forma, não faria sentido comprar o Redmi Note 8 em 2021. O preço dele atualmente está em torno de R$ 1.000, o que é muito bom. Mas, gastando um pouco mais, é possível comprar modelos melhores — como o Galaxy A32 ou o Redmi Note 10 — que custam atualmente em torno de R$ 1,3 mil e R$ 1,4 mil, respectivamente.

E aí, você tem ou já teve um Redmi Note 8? Conte-nos abaixo, no campo dos comentários!

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