Quanto você economiza trazendo um Galaxy S25 Ultra do Paraguai?
Por Bruno Bertonzin • Editado por Léo Müller |

O Samsung Galaxy S25 Ultra atrai olhares pelo alto desempenho e recursos de inteligência artificial. No entanto, o preço no mercado brasileiro afasta muitos consumidores que buscam alternativas mais em conta para o modelo topo de linha.
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Um levantamento de preços aponta que o Paraguai oferece valores competitivos para a linha Galaxy em 2026. No Brasil, o modelo com 256 GB de armazenamento custa cerca de R$ 6.600 no varejo de grandes lojas nacionais.
No país vizinho, o mesmo aparelho sai por aproximadamente R$ 5.000, o que equivale a US$ 950 na cotação atual. Curiosamente, esse valor supera a oferta oficial nos Estados Unidos, onde o dispositivo custa o equivalente a R$ 6.890 sem as taxas locais.
O peso dos impostos na importação legal
Para quem deseja legalizar a entrada do produto no país, é necessário considerar a cota terrestre de US$ 500. Como o valor do smartphone é de US$ 950, o excedente de US$ 450 sofre taxação obrigatória na alfândega.
A Receita Federal aplica uma alíquota de 50% sobre esse montante extra. Com o acréscimo de US$ 225 em impostos, o custo final do smartphone sobe para R$ 6.227,50 após converter os valores para a moeda brasileira.
Nesse cenário, a economia real cai para apenas R$ 372,50 em relação ao preço praticado no Brasil. Para quem busca apenas o menor valor de forma estritamente legalizada, o deslocamento até a fronteira mal se paga pelo benefício.
A regra do uso pessoal e a economia máxima
Existe uma alternativa prevista na legislação para viajantes que retornam do exterior. O passageiro pode trazer um celular fora da cota de importação desde que o item seja para uso pessoal e necessário para a jornada.
Para que isso ocorra, o aparelho deve estar fora da embalagem original e apresentar sinais claros de utilização. Essa prática garante uma economia máxima de R$ 1.565 para o consumidor que optar por este método.
Viagem paga com a diferença de preço
O valor total poupado permite que o comprador cubra os custos de passagens aéreas para Foz do Iguaçu. Para quem sai de Curitiba, o voo custa aproximadamente R$ 500.
Nesse caso, a economia paga o transporte de ida e volta e ainda sobram mais de R$ 1.000 para outras despesas. Moradores do Rio de Janeiro e de São Paulo também conseguem cobrir o bilhete aéreo com folga no orçamento.
Quem parte de Brasília ou Manaus precisa de um planejamento financeiro mais apertado. Já para os viajantes que saem de Fortaleza, a diferença de preço empata com o valor investido na passagem para a região de fronteira.
Cuidados essenciais antes da compra
O monitoramento do estoque das lojas em tempo real evita surpresas desagradáveis na chegada ao destino. Portais de comparação ajudam o leitor a conferir os valores atualizados nos principais estabelecimentos de Ciudad del Este.
Lojas como Nissei e Cellshop oferecem garantia de procedência e são referências para brasileiros. É fundamental verificar se o modelo vendido é compatível com as redes 5G que operam no território brasileiro para evitar problemas.
O pagamento em dólar em espécie é a melhor escolha para quem deseja evitar taxas bancárias extras. O uso de cartões de crédito adiciona o custo do IOF de 5,38% e eleva o preço final em quase R$ 500 no fechamento da fatura.
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