Positivo firma parceria com Huawei para importar smartphones para o Brasil

Por Ares Saturno | 07 de Junho de 2018 às 15h09
photo_camera Divulgação

Na última quarta-feira (6), a Huawei completou duas décadas atuando no Brasil e, para comemorar a data, anunciou que voltará a produzir smartphones para o mercado brasileiro. Há três anos a marca não lançava nenhum produto no país, mas volta agora com uma parceria com a Positivo e a proposta de, ao invés de manufaturar os dispositivos em solo brasileiro, importará seus smartphones premium, como o P 20. A Positivo será a responsável por importar, vender, fornecer o pós-venda e a assistência técnica dos produtos da marca.

Segundo Adam Xiao Ersong, da Huawei, os aparelhos estarão disponíveis para os consumidores brasileiros entre agosto e setembro de 2018. Ele também informou que não há planos de trazer o processo de fabricação dos dispositivos para o país num futuro próximo. “Quando viemos para cá da primeira vez, não éramos fortes o suficiente, e não tivemos boa experiência. Agora, entendemos que é a hora certa para trazermos os aparelhos premium”, disse ele.

Para Norberto Maraschin, vice-presidente de Mobilidade e Negócios Internacionais da Positivo, a aliança não representa uma ameaça aos produtos da companhia no Brasil, uma vez que a empresa trabalha apenas com aparelhos de entrada, além de não possuir smartphones premium em seu catálogo de produtos. “Esta será a primeira etapa da parceria, que, esperamos, avance para a produção local”.

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Entretanto, os planos para mover a manufatura dos dispositivos para o país só serão cogitados, segundo afirmou Ersong, depois que a Huawei atingir a marca de pelo menos 1% do mercado de smartphones operando no Brasil, o que equivale a cerca de 5 milhões de aparelhos em funcionamento.

Os smartphones da marca são sucesso absoluto no mercado chinês, além de só perder para a Apple e a Samsung no contexto global. As expectativas, com a reconquista do mercado brasileiro, são que a Huawei termine o ano de 2018 com a receita da divisão de produtos para o consumo sendo superior à da divisão de telecomunicações, que foi o carro chefe da empresa durante os seus anos iniciais.

Fonte: TeleSíntese

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