Por que os iPhones ficaram tão caros?

Por Carlos Dias Ferreira | 27 de Setembro de 2018 às 18h51
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Ficha técnica

Embora o iPhone represente uma linha de aparelhos de luxo desde que surgiu em 2007, não é preciso ser um analista de mercado calejado para perceber que o smartphone da Apple tem se tornado progressivamente mais caro ano após anos — considerando-se aumentos reais de preço, a despeito de efeitos inflacionários. Isso leva à questão simples e inevitável: por que isso tem ocorrido?

O site PhoneArena apresentou recentemente uma perspectiva bastante razoável para esse fenômeno. Embora fosse provavelmente ingênuo desconsiderar a margem de lucro invejável mantida pela Apple na produção de cada aparelho — o que, afinal, trouxe a companhia ao patamar em que se encontra hoje -, é fato que a incorporação de tecnologias cada vez mais complexas tem feito inchar consideravelmente os custos de produção dos novos iPhones.

Em números, os cerca de US$ 390 pagos pela Apple para a manufatura de cada iPhone Xs Max (cujo preço oficial é US$ 1.000) podem dar a ideia de uma folga bastante considerável em relação ao preço de varejo. De fato, é mesmo — mas essa diferença vem caindo ano após anos, modelo após modelo.

Custos associados a componentes e subcomponentes utilizados em iPhones têm subido de forma relativamente constante desde o iPhone 8. (Imagem: reprodução/phoneArena).

Conforme mostra o gráfico acima, a dimensão técnica denominada “estrutura de produto” (soma de todos os custos provenientes de componentes e subcomponentes que formam um produto voltado para o público final) vem crescendo de forma relativamente constante pelo menos desde a produção do iPhone 8.

Margem de lucro vs. inovação

“A Apple (...) é uma manufatureira bastante disciplinada, e normalmente não pula sobre qualquer novidade, como fazem os fabricantes de modelos flagship para Android”, aponta o site. De fato, a fabricante historicamente espera pela maturação de novas tecnologias surgidas no setor efervescente de tecnologias mobile — o que lhe permite simultaneamente reduzir custos (já que tecnologias maturadas tendem a custar menos) e incluir funcionalidades que resistiram aos primeiros testes de fogo do mercado.

O problema é que isso nem sempre é possível nos dias de hoje. De fato, os celulares já deixaram de ser “telefones móveis” há muito tempo, conforme mais e mais funcionalidades precisam ser atochadas em uma única carcaça — que também precisa diminuir. Naturalmente, isso gera custos crescentes, tanto para a Apple quanto para qualquer desenvolvedor de aparelhos top de linha que se preze.

Como exemplo, é possível mencionar as telas OLED que hoje compõem os iPhones. Trata-se de um componente cuja produção é praticamente um monopólio da Samsung, de forma que a adoção pela Apple — necessária pela própria demanda — acabou por praticamente triplicar os custos com displays, caso se compare com os modelos com tela LCD. Novamente, esses custos crescente valem para qualquer aparelho que dispute as camadas mais altas do mercado; mas o iPhone é particularmente ilustrativo, até porque sempre tem alguém querendo desmontá-lo.

Embora a Apple tradicionalmente reduza custos ao incorporar tecnologias já maturadas, isso nem sempre é possível diante da demanda do mercado por funcionalidades de ponta. (Imagem: reprodução/Apple).

Clientela permissiva

Se os custos de produção estimados pelos desmontadores de plantão mundo afora está mesmo longe do real, como afirma Tim Cook, isso certamente não muda o fato de que elementos como o kit exclusivo de sensores e câmeras TrueDepht acabam por deixar os custos muito mais inchados — o que invariavelmente acaba por bater no bolso do consumidor. Resta, portanto, identificar o tipo de cliente que se tem.

Quer dizer, a despeito custos com tecnologias justificarem o preço final de um aparelho, caso não exista uma demanda de mercado, não haverá como vender nem mesmo a maior das maravilhas high tech. Esse é justamente o ponto no que se refere aos iPhone: os fãs da marca normalmente aceitam pagar os preços relativamente salgados pedidos pelo último modelo.

Conforme colocou o Bank of America em uma análise anterior ao lançamento do iPhone Xs e do iPhone XS Max, a base instalada de usuários do iPhone tem permanecido relativamente inalterada durante o último ano fiscal. Dessa forma, não sendo possível diluir custos vendendo para um número maior de gente, o que se faz é vender mais caro para quem já compraria de qualquer forma. Por outro lado, os fãs de carteirinha realmente ganham aparelhos cada vez mais avançados e cheios de funcionalidades. E assim o mercado segue adiante.

Fonte: phoneArena

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