Mercado de celular não deve se recuperar totalmente em 2021, afirma consultoria

Mercado de celular não deve se recuperar totalmente em 2021, afirma consultoria

Por Rubens Eishima | 28 de Agosto de 2020 às 09h44
Divulgação/Apple

Com a esperada queda nas vendas de celulares, a expectativa do mercado se volta para a recuperação do setor. Segundo a consultoria IDC, isso só deve acontecer em 2022, após uma queda de quase 10% neste ano e uma discreta melhora em 2021.

A IDC aponta que a venda de smartphones em 2020 deve chegar a 1,2 bilhão de unidades, uma queda de 9,5% na comparação com 2019. A causa do decréscimo, como já se sabe, é a pandemia de COVID-19, que anulou as previsões de crescimento para este ano feitas pré-pandemia.

A previsão para 2021 é de um crescimento sutil nas vendas de 9%, aproximando o total de celulares vendidos do número registrado em 2019.

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“A verdadeira recuperação não acontecerá até 2022, quando os volumes de smartphones [vendidos] retornarão aos níveis pré-COVID”, afirmou Nabila Popal, diretora de pesquisa da consultoria.

5G puxa a recuperação

Os números em 2021 devem mostrar uma despriorização de modelos 4G, segundo a consultoria, com um forte crescimento da fatia de mercado dos aparelhos de nova geração — o 5G. Apesar de os analistas da IDC acreditarem que a demanda dos clientes pelo 5G ainda é baixa — exceto na China.

Uma tendência que deve se manter nos próximos anos é o barateamento de aparelhos 5G, que já registrou uma forte queda em 2020 no valor médio de venda (ASP, na sigla em inglês). A mudança não se deve apenas pela expansão das redes de alta velocidade, como também pelo atual cenário econômico.

De acordo com a IDC, os modelos 5G devem representar metade do volume das vendas já em 2023, ano em que a consultoria acredita que o valor médio dos aparelhos chegará a US$ 495 (cerca de R$ 2.800 em conversão direta), quase três vezes maior do que o de celulares 4G.

Preço médio de celulares 5G (linha laranja) continuará em queda nos próximos anos (imagem: IDC/reprodução)

Outra previsão da consultoria para 2020 diz respeito à venda de aparelhos 5G por região. Como esperado, a China corresponderá a mais de dois terços do total de celulares de última geração vendidos neste ano no mundo, seguida por Estados Unidos (12,2%), Europa ocidental (7,5%), restante da Ásia (7,1%) e o restante do mundo (6%).

Quanto aos modelos 3G, pelo visto eles ainda continuarão por algum tempo entre nós. Apesar de países em desenvolvimento já registrarem 80% das vendas em aparelhos 4G de entrada ou intermediários, os celulares da geração anterior tiveram um volume de vendas maior que os 5G em 2019 e só devem desaparecer do mercado em cinco anos, aposta a IDC.

Fonte: IDC  

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