iPhone 8 deve usar tecnologia de carregamento sem fio da própria Apple

Por Redação | 23 de Janeiro de 2017 às 23h40

No ano passado, mesmo que o iPhone 7 tenha sido o centro das atenções no quesito especulações, os primeiros rumores acerca do iPhone 8 e de suas principais características começaram a tomar força. E muitos deles davam conta de que o próximo telefone da Apple traria como recurso o carregamento sem fio, fornecido por uma empresa chamada Energous.

Enquanto o mercado apostava nessa parceria entre as duas empresas, o ano se findou e 2017 chegou com uma nova informação que pode derrubar esse rumor, mas não por completo. Apesar de o CEO da Energous ter dado uma pista de que sua companhia forneceria o recurso ao iPhone, uma nova nota vinda da Copperfield Research (grupo formado por pesquisadores anônimos) mostra por que a Apple não pretende usar a tecnologia WattUp, da Energous, em seu sistema de carregamento sem fio.

A Copperfield examinou vários tipos de patentes de carregamento e suas aplicações, todas registradas pela Apple a partir de 2013 (12, para sermos exatos), e chegou à conclusão de que a Maçã estava desenvolvendo sua própria tecnologia para futuros produtos, baseada no princípio do carregamento por indução, que é bastante utilizado hoje em dia. Ele depende de bobinas magnéticas para fornecer energia, e não de ondas de rádio, como é descrito na tecnologia da Energous.

As patentes por si só não indicam claramente quais são os planos da Apple, mas uma delas, registrada em 2011, mostra que a empresa já andou pesquisando no terreno do carregamento por radiofrequência, mas não gostou, taxando-o de "ineficiente", "não-prático" e potencialmente prejudicial. Entretanto, o documento foi registrado bem antes do envolvimento da Maçã com a Energous.

Além do mais, a Copperfield sugere que tanto os rumores acerca de design quanto a recente notícia de que a Apple firmou parceria com a Lite-On Semiconductor levam a crer que a tecnologia de carregamento sem fio será mesmo por indução. Isso porque a empresa fabrica retificadores de ponte, componentes que constam nos planos da Apple e que são cruciais para converter corrente alternada (AC) em corrente direta ou contínua (DC).

Como os rumores acerca de um corpo de vidro para o próximo smartphone da Apple tomaram bastante forma recentemente, é provável que a Maçã tenha optado pelo material por ser necessário quando o aparelho depende de carregamento por indução. A carga indutiva não penetra o alumínio com eficiência, mas penetra o vidro. É por isso que os telefones da Samsung com a tecnologia usam uma carcaça plástica, já que todo metal interfere no resultado da indução.

Voltando aos documentos registrados no USPTO, o escritório de marcas e patentes dos EUA, a pesquisa da Copperfield mostrou que a Apple andou experimentando algumas modificações e melhorias na tecnologia indutiva, o que deu pistas de como o carregamento do iPhone 8 pode funcionar. A patente mostra que vários objetos podem fornecer energia para o telefone, como uma superfície dotada de uma bobina, uma estação de carga em um desktop ou notebook, ou qualquer dock ou equipamento que contenha os componentes necessários para a indução. Os dispositivos, dessa maneira, poderiam até mesmo oferecer carga uns aos outros.

Para a Copperfield Research, a Apple não fez a parceria com a Energous à toa. Apesar de nada apontar para o uso da tecnologia WattUp, tudo indica que a Maçã aprendeu a pesquisar no campo da radiofrequência, sem perder muito dinheiro. No final, a aposta do grupo é que a Apple obteve o conhecimento que precisava para desenvolver sua própria tecnologia de carregamento sem fio. Interessante, não?

Via MacRumors

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