Huawei terá apenas 4% do mercado de celulares em 2021, preveem analistas

Huawei terá apenas 4% do mercado de celulares em 2021, preveem analistas

Por Rubens Eishima | 25 de Novembro de 2020 às 10h10
Mark Chan/Unsplash

Apesar de sinais positivos recentes com relação às sanções norte-americanas, a participação de mercado da Huawei deve cair para 4% em 2021, segundo um relatório da consultoria TrendForce. Para comparação, em 2020, a fatia dos chineses no segmento de celulares está prevista em aproximadamente 14%. Entre os motivos apontados para a queda estão os problemas para obter componentes, além da independência da ex-subsidiária Honor.

Segundo a TrendForce, a Honor deve alcançar 2% do mercado de smartphones em 2021, totalizando apenas 6% na soma com a antiga matriz. A consultoria avalia que a nova marca ainda enfrentará problemas de produção ao longo do próximo ano.

Além de precisar acertar os termos de sua recém-adquirida independência, a Honor precisará estabelecer contratos de fornecimento de componentes, definir estratégias de fabricação e logística. Além disso, terá que lidar com questões como a incerteza da aplicação das sanções norte-americanas à nova empresa.

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Caso o governo dos Estados Unidos não estenda à Honor as atuais proibições impostas à Huawei, a empresa terá que costurar novos acordos não apenas com fornecedores, como também com o próprio Google para uso de serviços e aplicativos.

Quarteto “HOVX” deve ganhar nova forma já em 2021 (Imagem: divulgação/TrendForce)

Outra dúvida paira sobre o uso (ou não) dos serviços da Huawei na China (onde o Google Mobile Services não está disponível), além dos atuais desenvolvimentos em torno do sistema operacional Harmony.

Dificuldades

O principal desafio para a nova Honor, segundo os analistas, é o fato das fábricas de componentes estarem operando no limite da capacidade. A nova empresa pode encontrar dificuldade para conseguir estoques de materiais ao longo do ano, sem contar que contratos do tipo são fechados com muitos meses de antecedência.

Outro empecilho à nova marca é seu atual posicionamento de mercado, voltado ao público jovem. O segmento é dominado atualmente pela também chinesa Xiaomi, que tem registrado um crescimento significativo nos últimos anos.

A TrendForce prevê que as fabricantes Xiaomi e OPPO deterão cada uma 14% do mercado global de celulares no ano que vem, contra 12% em 2020. As duas empresas, além da chinesa Vivo, devem manter suas estratégias agressivas para tomar mercado da conterrânea, investindo não apenas na divulgação de produtos, como também aumentando suas estimativas de produção, o que pode dificultar ainda mais a obtenção de componentes e capacidade de produção para a Honor.

Fonte: TrendForce

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