Google remove dispositivos da Huawei de programa Android Enterprise

Por Thaís Augusto | 24 de Maio de 2019 às 15h00

Depois de suspender seus negócios com a Huawei, a Google continua a cortar qualquer relação existente com a fabricante chinesa. Desta vez, a gigante de tecnologia decidiu remover os dispositivos da Huawei da lista Android Enterprise, um programa que estabelece práticas recomendadas e requisitos comuns para que empresas possam implantar o Android.

Todo o movimento é resultado de uma decisão do governo dos Estados Unidos de colocar a Huawei em uma lista negra comercial. Desde segunda-feira (20), qualquer empresa com sede no país fica proibida de realizar negócios com a Huawei sem a aprovação prévia do governo. A administração de Donald Trump ainda determinou que a chinesa encerre seus negócios nos Estados Unidos e forneça suporte aos usuários em até 90 dias.

Com o anúncio desta sexta-feira (24), a Google também removeu de sua lista o Nexus 6P, um dispositivo da própria Google fabricado pela Huawei. O dispositivo nunca fez parte do programa "Recomendado", mas foi retirado do "Enterprise Solutions Directory", que é composto por cerca de sete mil dispositivos.

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Nexus 6P, da Google, está sofrendo com medidas anunciadas contra a Huawei; a chinesa é responsável pela fabricação do smartphone 

Antes da remoção, a Huawei tinha vários dispositivos listados no Android Enterprise e cerca de 24 aparelhos na lista de parceiros da Google. A decisão, entretanto, não é uma surpresa: a Google vem removendo lentamente a Huawei de sites relacionados ao Android desde o início da semana. Na quarta-feira (22), a Google chegou a cortar aparelhos da Huawei de testes beta do Android Q.

Além da Google, a Huawei está sofrendo com medidas de paralisação da Intel, Qualcomm, Broadcom, Microsoft e ARM. Entre as empresas, a ARM é uma das que mais afetam a chinesa: enquanto a Huawei desenvolverá seu próprio sistema operacional (sem depender da Google e da Microsoft), a ARM é a empresa que dá acesso ao design chave para os chips-base dos processadores Kirin, que rodam nos smartphones da chinesa.

Fonte: 9to5Mac

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