Black Shark 4 tem resistência testada e é desmontado mostrando gatilhos e mais

Black Shark 4 tem resistência testada e é desmontado mostrando gatilhos e mais

Por Renan da Silva Dores | Editado por Wallace Moté | 29 de Abril de 2021 às 09h40
Divulgação/Black Shark

No final de março, a Xiaomi anunciou os novos Black Shark 4 e 4 Pro, novas apostas da marca para o mercado de smartphones gamer. Um pouco mais modestos que a geração anterior, os aparelhos adotaram visual mais sóbrio, câmera frontal em furo centralizado, gatilhos para atuar como botões extras em games, carregamento de 120 W e chips Snapdragon 870 e 888.

Nesta semana, o modelo mais simples foi lançado no mercado global e chegou às mãos do YouTuber Zack Nelson, do canal JerryRigEverything, passando pelos tradicionais testes de resistência e desmanche do produtor de conteúdo. Diferente de rivais, o Black Shark 4 sobrevive ao estresse aplicado por Zack, sendo o primeiro smartphone gamer do ano a sair intacto do processo.

Black Shark 4 é primeiro celular gamer a sobreviver

Zack começa o vídeo lembrado os desastres do ASUS ROG Phone 5 e do Lenovo Legion Phone Duel 2, que apesar de recheados de recursos, não conseguiram sobreviver pela maneira como os componentes internos e as antenas eram organizados, e torce para que o mesmo não ocorra com o telefone da Xiaomi. O criador de conteúdo então começa pela tela, que como a maioria dos smartphones modernos, traz vidro temperado capaz de resistir a riscos até o nível 6 de dureza.

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A armação do celular é feita em metal, e traz nas laterais chaves de metal para ativar os gatilhos mecânicos, também feitos de metal. O recurso é o mesmo presente no recém-anunciado Redmi K40 Gaming, modelo gamer de baixo custo da marca. Outros destaques são a presença de conector P2 para fones de ouvido e de leitor de digitais na lateral, que continua funcionando mesmo com arranhões.

Curiosamente, apesar do visual, a traseira do Black Shark 4 é feita em plástico, como maneira de reduzir os custos de produção e o preço final. O painel pode acabar riscando fácil no dia-a-dia e, para aqueles que querem tomar o máximo cuidado, uma case rígida é enviada na caixa. Em seguida, o teste do isqueiro revela que a tela, um AMOLED Full HD+ de 144 Hz com amostragem de toque de 720 Hz, é capaz de resistir a altas temperaturas por 25 segundos, recuperando-se pouco depois.

Por fim, ao ser dobrado, o Black Shark 4 chega a se flexionar, mas o melhor posicionamento de suas antenas impede que o aparelho quebre como outros modelos. O celular gamer da Xiaomi supera os testes de resistência e é o primeiro aparelho da categoria lançado neste ano a sobreviver.

Ventoinha abaixo de zero

O Black Shark 4 conta com acessório de ventoinha externa que utiliza um sistema de resfriamento bastante curioso: o arrefecimento termoelétrico, também conhecido como cooler de Peltier, o inventor da tecnologia. Basicamente, trata-se de uma pastilha que, ao receber corrente elétrica, mantém um lado em baixíssimas temperaturas, enquanto o outro concentra o calor.

A ventoinha externa do Black Shark 4 utiliza refrigeração termoelétrica, com uma pastilha de Peltier, para manter a traseira do telefone bem resfriada (Imagem: Reprodução/JerryRigEverything)

O componente é bastante comum em itens que exijam queda rápida de temperatura, como bebedouros, e por aqui atua para resfriar a traseira do Black Shark 4 para manter o telefone operando melhor por mais tempo. No caso, uma placa de cobre, revestida de borracha para proteger o painel de plástico do telefone, transfere o calor gerado para o lado frio da placa de Peltier.

A placa consegue atingir temperaturas abaixo de zero, resfriando rapidamente o celular, e passa então o calor do telefone para o lado mais quente. Um heatsink espalha esse calor para aletas de metal que são resfriadas pela ventoinha. O funcionamento não é tão eficiente quanto a refrigeração direta do Legion Phone, mas deve manter o celular frio por mais tempo.

Desmanche mostra gatilhos físicos

Zack também realiza o desmanche do aparelho, para olhar em detalhes o funcionamento dos gatilhos mecânicos do celular. A traseira em plástico facilita a abertura, não havendo risco de quebra do painel durante a remoção. Como tem sido costume em boa parte dos smartphones, ainda que não traga certificação IP, o Black Shark 4 conta com telas e protetores de borracha para impedir a entrada de água.

O YouTuber chega ao heatsink utilizado para resfriar o processador, que traz tamanho avantajado e estrutura para facilitar a transferência de calor para a traseira, que é então refrigerada pela ventoinha externa. Curiosamente, o metal utilizado na composição é o alumínio, em vez do cobre, que apresenta melhor condutividade térmica.

O Black Shark 4 conta com sistema de áudio estéreo e, para isso, usa três speakers - dois para reprodução de áudio e um dedicado a chamadas. Nenhum deles, no entanto, conta com as esferas de isopor para tornar o som mais encorpado. Há ainda duas baterias, que dividem a potência de 120 W para preservar a saúde, facilmente removíveis graças às pull tabs.

Outro destaque é a câmara de vapor, que entra em contato com a placa-mãe por meio de pequenas peças sólidas de cobre, de maneira similar ao que é feito no Legion Phone Duel 2. Os pontos que mais chamam a atenção, no entanto, são os gatilhos mecânicos, que seguem funcionando mesmo com o celular desligado.

Os gatilhos mecânicos têm design inteligente e não consomem energia (Imagem: Reprodução/JerryRigEverything)

Um sistema de ímãs é utilizado para mover os botões, também mantendo-os presos à carcaça quando estão desativados. Ao mover a chave para cima, os ímãs se atraem, mantendo os componentes fixos. Ao movê-la para baixo, os ímãs passam a se repelir e o gatilho é então ativado. O conjunto é engenhoso, não necessitando de energia para funcionar e sendo mais fácil de ser construído.

Zack conclui o processo definindo o Black Shark 4 como um telefone fácil de ser desmontado, trazendo novas tecnologias como os gatilhos mecânicos e o carregamento de 120 W sem afetar muito o preço. O aparelho está disponível nas cores Preto, Cinza, Ciano, Azul e Rosa, e tem preços que partem dos US$ 499 (cerca de R$ 2.672, em conversão direta).

Black Shark 4: ficha técnica

  • Tela: 6,67 polegadas, resolução Full HD+, AMOLED, taxa de atualização de 144 Hz
  • Chipset: Qualcomm Snapdragon 870
  • Memória RAM: 6 GB, 8 GB e 12 GB
  • Armazenamento interno: 128 GB e 256 GB
  • Câmera traseira: 48 MP (principal, f/1.79) + 8 MP (ultra grande-angular, f/2.4) + 5 MP (macro, f/2.4)
  • Câmera frontal: 20 MP
  • Dimensões: 163,83×76,35x 9,9mm
  • Peso: 210 gramas
  • Bateria: 4.500 mAh com suporte a carregamento rápido de 120 watts
  • Extras: leitor de digitais na lateral, alto-falantes estéreo, conexão P2, 5G, Wi-Fi 6, NFC e Bluetooth 5.2, gatilhos mecânicos
  • Cores disponíveis: Preto, Cinza, Ciano, Azul e Rosa
  • Sistema operacional: Android 11, sob a JoyUI 12.5

Fonte: JerryRigEverything (1, 2)

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