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O Problema dos 3 Corpos | 5 diferenças entre a série e o livro

Por| Editado por Durval Ramos | 25 de Março de 2024 às 15h00

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Divulgação/Netflix
Divulgação/Netflix
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Uma das grandes apostas da Netflix para 2024, O Problema dos 3 Corpos estreou na última quinta-feira (21) no catálogo do streaming. Série de ficção científica, o show chegou à plataforma cheio de expectativas, tanto pelo nome de peso de seus criadores — as mentes por trás de Game of Thrones, David Benioff e D.B. Weiss, em parceria com o roteirista Alexander Woo — quanto por sua grandiosa trama, baseada no livro de mesmo nome de Liu Cixin.

Vencedor do Hugo e indicado ao Nebula (dois dos maiores prêmios de sci-fi da literatura), o livro chinês se tornou famoso em todo o mundo por contar a história do primeiro contato da humanidade com uma civilização alienígena. Uma narrativa intrincada, que explora conceitos físicos, matemáticos e computacionais muito bem amarrados à sua trama. 

Tal complexidade, como já era de se esperar, fez com que a série da Netflix enfrentasse uma complicada missão de adaptar a obra chinesa. Algo feito, segundo os próprios criadores, respeitando os momentos essenciais do romance, mas com muitas alterações para tornar viável uma produção para a TV.

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Para entender o que de mais importante mudou entre os livros e a série da Netflix, o Canaltech montou uma lista com as 5 principais diferenças entre os dois produtos. Mas atenção, esta lista contém spoilers!

5. Cronologia alterada

Para conseguir apresentar seus personagens, contextualizar a história do show e avançar na trama, os criadores da série optaram por mudar um pouco a ordem original dos acontecimentos. Embora, essencialmente, a série adapte o livro O Problema dos 3 Corpos, ao longo de sua primeira temporada ela adianta alguns acontecimentos das outras duas sequências da história, A Floresta Sombria e O Fim da Morte.

A partir do episódio 5, principalmente, algumas tramas das duas sequências são introduzidas na história, fazendo com que a série “alterne” entre os três livros ao longo de sua narrativa. Isso, é claro, muda bastante a cronologia dos acontecimentos, mas ainda mantém material de sobra para que mais seasons sejam lançadas.

Quem assistiu aos oito episódios iniciais da produção sabe que a história está longe de chegar ao fim e, como adiantou David Benioff, eles já têm esboços do que vem pela frente, acreditando que precisem de pelo menos três, talvez quatro temporadas para contar a história toda.

Aliás, como o terceiro livro tem quase mil páginas, faz até sentido O Problema dos 3 Corpos antecipar alguns eventos e explicações para enxugar as coisas lá na frente.

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4. Série da Netflix vai além da China

Diferente do livro de Liu Cixin, que se passa na China, a trama da Netflix optou por espalhar a trama, deixando a história mais global, com lugares e personagens de outras localidades.

Para isso, os eventos de flashback da história, ocorridos nos anos 60, em meio à Revolução Cultural Chinesa, foram mantidos em Pequim e na Mongólia, mas toda a parte da série que transcorre nos dias atuais acontece em outros lugares, principalmente Londres.

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Além disso, os personagens ganharam outras nacionalidades, o que segundo os criadores foi importante para internacionalizar a série. Embora Ye Wenjie continue a ser uma astrofísica chinesa e existam outras figuras orientais no elenco, há personagens de vários locais e etnias espalhados pela trama.

“Esta é uma história sobre a humanidade e a luta da humanidade com um mistério aparentemente insolúvel que se transforma em uma crise existencial total. Então queríamos representar, tanto quanto possível, toda a humanidade. Queríamos pessoas de todo o mundo. Tentamos criar um elenco internacional muito diversificado para representar a ideia de que esta não é a luta de apenas um país; é uma luta global para sobreviver”, explicou Benioff.

3. Wang Miao não existe na adaptação

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Talvez uma das mudanças mais drásticas da adaptação da Netflix foi a decisão de não levar o personagem de Wang Miao para as telinhas. Protagonista do primeiro livro da trilogia, ele foi transformado nos “cinco de Oxford”, os cinco amigos cientistas que ganham destaque nessa primeira season.

A figura de Auggie Salazar (Eiza Gonzaléz), na realidade, é a que mais se aproxima dele na versão da Netflix. Assim como o personagem, ela é uma pioneira da nanotecnologia, que, do dia para a noite, começa a enxergar e ser aterrorizada por uma contagem regressiva que nunca some de seu campo de visão.

Outros personagens dos cinco de Oxford, no entanto, também carregam algumas características de Wang Miao. Uma delas é a física teórica Jin Cheng, que descobre o jogo de VR Três Corpos e fica obcecada por ele. Enquanto no livro é o personagem quem aos poucos vai avançando fases e descobrindo o verdadeiro objetivo do game, na série é Jin, ajudada por seu amigo Jack, quem percorre esse caminho.

Além disso, a mudança adotada pelos criadores da série não apenas "transformou" um protagonista em cinco, mas permitiu que novos personagens e histórias fossem adicionados ao show. Na prática, isso significa que várias das subtramas envolvendo esse núcleo não existem no livro, tendo sido criadas exclusivamente para a produção da Netflix.

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2. Morte de Yang Dong/Vera Ye é diferente

Embora seja uma personagem que conhecemos de relance tanto no livro quanto na série, Vera Ye (chamado de Yang Dong no original) é relembrada inúmeras vezes ao longo da trama, sendo uma figura bastante importante para seu desenrolar. Seu suicídio é uma das primeiras cenas que acontecem tanto na obra quanto na produção do streaming, sendo retratada, no entanto, de maneira diferente nas duas versões.

Enquanto no livro de Liu Cixin, Yan Dong morre de uma overdose de remédios para dormir, na adaptação da Netflix, Vera Ye tem uma morte muito mais "teatral" e grandiosa.

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Na série, a personagem se joga do topo de um tanque de radiação Cherenkov, localizado no acelerador de partículas da Universidade de Oxford. O local, feito para estudos de neutrinos, parece ter sido escolhido (além das claras referências científicas) como uma homenagem ao Super-Kamiokande, do Japão, um dos mais famosos observatórios do gênero.

1. A “seguidora” do jogo não aparece no livro

Outra personagem que não conhecemos muito a respeito, mas diferente de Vera aparece recorrentemente na primeira temporada da produção é a “follower” (seguidora) do jogo de realidade virtual de Jin. Toda vez que a cientista se conecta ao game, ela encontra essa garotinha de nove anos (interpretada por Eva Ridley), que não tem nome oficial, sendo apenas chamada por seu nickname.

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A cada nova fase, Jin se vê mais apegada à menina, fazendo de tudo para ajudá-la. Por algum tempo, inclusive, a cientista acredita que o objetivo do jogo possa ser salvá-la — percepção que muda quando ela descobre a verdade a respeito daquele estranho planeta.

O curioso disso tudo, no entanto, é que essa personagem não existe no livro. Conforme avança na história do game, Wang Miao chega a reencontrar personagens de outras fases do jogo, mas nada parecido à figura da menina. Ao que parece, a série quis trazer um pouco mais de delicadeza e humanidade a essa parte da narrativa, além de colocar um elemento ”sentimental” para que Jin continuasse sua jornada.