Mais de 200 mil golpes com criptomoedas já foram detectados em 2022

Mais de 200 mil golpes com criptomoedas já foram detectados em 2022

Por Felipe Demartini | Editado por Claudio Yuge | 16 de Junho de 2022 às 20h00
Pierre Borthiry/Unsplash

Os crimes envolvendo criptomoedas estão mais em alta do que nunca, com mais de 200 mil fraudes desse tipo tendo sido detectadas apenas nos quatro primeiros meses deste ano. Abril apresentou o maior volume de tentativas de golpe desse tipo, com quase 50 mil bloqueios de atividades maliciosas por sistemas de segurança da Kaspersky.

A empresa de segurança digital apresentou os números, baseados em suas plataformas de proteção para computadores e celulares, apontando que o phishing permanece como o principal vetor. Mensagens e e-mails seguem como os mais usados mecanismos para o comprometimento de contas; com sites e aplicativos falsos que simulam a aparência de serviços focados em criptomoedas, câmbios e as 20 carteiras digitais mais populares, que são o maior alvo.

O principal foco, aqui, é a obtenção da chamada seed phrase, a chave de recuperação que dá acesso aos fundos dos usuários. A partir dos sites fraudulentos, as vítimas são induzidas a inserirem tais informações, bem como o login e senha em serviços desse tipo; a Kaspersky aponta que, muitas vezes, os investidores nem percebem o problema até ser tarde demais, já que as páginas falsas costumam direcionar quem acessa aos sites reais após a obtenção dos dados.

Quais as empresas mais usadas para fisgar vítimas em golpes com criptomoedas?

A Binance é a marca mais usada como isca para os golpes envolvendo criptomoedas, com 75% das detecções; Electrum aparece com 10% e MetaMask com 9%. A Kaspersky também aponta que, em alguns casos, o malware utilizado para o comprometimento das contas também abre as portas para outros tipos de exploração como o roubo de dados bancários, espionagem e ransomware.

“As mensagens falsas são simples de serem criadas e exploram a desatenção e desconhecimento das pessoas”, aponta Alexey Marchenko, chefe de pesquisa especializada em roubo de informações da Kaspersky. Ele indica que as promessas de ativos caros gratuitamente; promoções na aquisição de criptomoedas e a troca de valores, com o depósito de um montante em troca do dobro dele em retorno; estão entre as principais características de golpes desse tipo. “Os investidores precisam ter atenção especial para os evitar”, completa.

O que fazer para evitar golpes com criptomoedas?

O ideal, segundo os especialistas da Kaspersky, é ignorar mensagens inesperadas e/ou que prometam ofertas mirabolantes demais. Os usuários também devem tomar cuidado na hora de acessar carteiras online ou baixar aplicativos, certificando-se de que o download acontece a partir de sites e serviços oficiais de carteiras, câmbios e plataformas.

Manter o sistema operacional sempre atualizado, assim como antivírus e outras opções de segurança sempre ativos ajudam a bloquear e-mails fraudulentos e a identificar ameaças mais comuns.

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