Firefox e Opera ganham recursos para ampliar privacidade na navegação

Por Felipe Demartini | 26 de Fevereiro de 2020 às 11h44
pixabay

Os navegadores Firefox e Opera estão ganhando novos recursos que tornam a navegação mais segura e privada. Com a implementação do DNS sobre HTTPS, os browsers passam a criptografar as checagens de acesso a domínios e, com isso, impedem o registro dos sites acessados pelas operadoras de internet.

O recurso já estava disponível em versões anteriores do Firefox, mas a partir da versão 73.0.1 do navegador ela passa a vir ativada por padrão. O mesmo vale para o Opera, que junto a outras novidades relacionadas à organização de abas na edição 67, adicionou o DNS sobre HTTPS como um recurso central de sua experiência de uso da internet.

Em ambos os casos, os browsers utilizam os serviços da CloudFlare e do NextDNS para aplicarem a criptografia. As duas organizações também admitem que a navegação pode ficar um pouco mais lenta do que no HTTP convencional, mas apontam que a diferença na abertura de sites será ínfima, enquanto os benefícios trazidos por uma navegação mais segura acabam suplantando esse incômodo totalmente.

Os navegadores, claro, permitem que o recurso seja desabilitado nas configurações. Além disso, o usuário também pode personalizar, no caso do Opera, qual serviço deseja usar para aplicar o DNS sobre HTTPS, incluindo também o Google Public DNS além dos dois citados e também presentes no Firefox.

Outras desenvolvedoras de navegadores já anunciaram medidas semelhantes. Desde a versão 78 do Chrome, o Google trabalha com suporte experimental ao recurso de DNS sobre HTTPS, enquanto o Chromium, base não apenas do browser da gigante, mas também do novo Edge, também desenvolve recurso semelhante. Resta apenas a Apple, que, por enquanto, não disse nada sobre a implementação da tecnologia no Safari.

Fonte: Opera, Mozilla Firefox  

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