EUA acusam DJI de violar direitos humanos e inclui chinesa em lista restritiva

EUA acusam DJI de violar direitos humanos e inclui chinesa em lista restritiva

Por Munique Shih | Editado por Claudio Yuge | 17 de Dezembro de 2021 às 20h30
Imagem: Divulgação/DJI

Nos últimos anos, o governo dos EUA tem colocado diversas empresas chinesas em listas restritivas, dentre elas existe a Lista NS-CMIC (lista de Empresas do Complexo Industrial Militar Chinês Não-SDN ou Non-SDN Chinese Military-Industrial Complex Companies List, em inglês) que impede investidores norte-americanos de assumirem participações financeiras nas companhias listadas na categoria.

Na última quinta-feira (16), a DJI, maior fabricante mundial de drones comerciais, foi incluída na lista restritiva de investimentos, juntamente com a gigante Megvii, desenvolvedora de softwares de reconhecimento de imagem e aprendizado profundo.

Segundo o Departamento do Tesouro dos EUA, ambas as companhias estão supostamente envolvidas com a vigilância de minorias muçulmanas, principalmente Uigures, na província de Xinjiang.

"A ação de hoje destaca como empresas privadas nos setores de tecnologia de defesa e vigilância da China estão cooperando ativamente com os esforços do governo para reprimir membros de grupos de minorias étnicas e religiosas", disse Brian Nelson, subsecretário do Tesouro para o terrorismo e inteligência financeira.

"O Tesouro continua empenhado em garantir que o sistema financeiro dos EUA e os investidores americanos não estejam apoiando essas atividades", acrescentou ele.

O porta-voz da DJI, Adam Lisberg, não se pronunciou sobre a última ação das autoridades norte-americanas (Imagem: Divulgação/Pete Linforth/Pixabay)

Outras empresas chinesas sancionadas incluem firmas de inteligência artificial, fabricantes de supercomputadores, fornecedores de software de segurança e soluções de telecomunicações e desenvolvedores de sistemas de vigilância baseados em nuvem.

O porta-voz da DJI, Adam Lisberg, não se pronunciou sobre a última ação das autoridades norte-americanas, mas comentou sobre às sanções do ano passado, quando a fabricante de drones foi adicionada à 'Lista Negra de Entidades do Departamento de Comércio’, acusada de ter cometido "violações dos direitos humanos" e de coletar dados sigilosos para repassar ao Partido Comunista Chinês, juntamente a Huawei, que também está na lista desde 2019.

"A DJI não fez nada para justificar ser colocada na Lista de Entidades. Sempre nos concentramos na construção de produtos que salvam vidas e beneficiam a sociedade". A DJI e seus funcionários continuam comprometidos em fornecer a nossos clientes a tecnologia mais inovadora do setor. Estamos avaliando opções para garantir que nossos clientes, parceiros e fornecedores sejam tratados de forma justa".

A 'Lista Negra de Entidades do Departamento de Comércio' foi resultante de uma preocupação relacionada à segurança nacional estadunidense e proíbe as empresas sediadas nos EUA de exportar tecnologia para as matrizes chinesas.

Fonte: scmp

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