Dicas de segurança para pequenas e médias empresas

Por Redação | 28 de Fevereiro de 2013 às 15h32

As Pequenas e Médias Empresas (PMEs) vêm ganhando força no Brasil, e a internet é uma forte aliada na expansão e execução de seus negócios. Porém, boa parte dessas empresas ainda não está afiada no quesito segurança.

Uma pesquisa do IBGE apontou que apenas 21,1% das PMEs brasileiras que utilizam a web como ferramenta afirmam possuir uma política de segurança bem definida, enquanto 40,5% desse tipo de empresa relataram algum tipo de problema com ataques online.

Esses dados chamam atenção para a falta de preocupação das pequenas e médias empresas com suas políticas de segurança. Entre os maiores empecilhos para que as PMEs evoluam na proteção de suas informações está o dinheiro. A maioria das empresas não quer investir nesse tipo de tecnologia.

"Isso revela que, embora o mercado já ofereça soluções completas e cada vez mais específicas, as próprias empresas sofrem as consequências da resistência em investir", destaca Antonio Mocelim, diretor da M3Corp, empresa especializada em segurança de dados.

Mas os empresários devem ficar atentos, já que os cibercriminosos estão de olho no fato de que as empresas de menor porte têm recursos limitados para lidar com a segurança da informação e, desta forma, direcionam seus ataques para essas organizações, conforme relatório trimestral sobre ameaças divulgado há pouco tempo pela McAfee.

Leia também: Alerta: pequenas e médias empresas são grandes alvos de ameaças virtuais

O executivo da M3Corp listou algumas dicas para ajudar os pequenos e médios empresários a alcançar uma política de segurança mais eficaz, de acordo com os recursos disponíveis.

  1. Toda empresa possui dados sensíveis! Não importa se sua empresa é grande ou pequena, ela possui informações confidenciais, como dados de salários, número de contas bancárias, informações de clientes etc. É necessário preocupar-se com estes dados;
  2. Perda de dados acontece! Emails são enviados para destinatários errados, a facilidade de compartilhamento de dados nos dias de hoje, minúsculos pendrives, perdas de celulares e até mesmo roubo de notebooks. Estes dados têm de ser monitorados e/ou criptografados, para evitar o seu vazamento;
  3. Criminosos em busca de dados! Todos os dias novos vírus são criados. Muito mais voltados para coletar dados do que gerar impacto operacional nas máquinas, eles querem ficar lá e não atrapalhar. É preciso tomar medidas de proteção às estações, que vão de um bom antivírus até uma soma de fatores para agregar maior proteção;
  4. Perda de dados pode custar muito! Além da perda de clientes ativos e multas pesadas, existe ainda a imagem da marca que não tem preço, a possível perda de profissionais que não querem ser referenciados a um vazamento de dados e muitos outros reflexos negativos gerados com a fuga de dados sensíveis. Uma política de DLP (Controle de Dados Confidenciais) e uma ferramenta que controle tais movimentações pode gerar uma grande economia para a empresa;
  5. Não basta apenas criptografar os laptops! Uma boa política de controle e proteção de dados precisa considerar soluções que se adaptem às reais necessidades da empresa, agregando criptografia de compartilhamentos, troca de arquivos, nuvem e muito mais.

Leia também: Novos produtos da IBM vão ajudar PMEs a lidar com Big Data e computação na nuvem

Fique por dentro do mundo da tecnologia!

Inscreva-se em nossa newsletter e receba diariamente as notícias por e-mail.