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Técnica Wolbachia | Brasil tem a maior biofábrica de "mosquitos do bem" do mundo

Por  • Editado por  Melissa Cruz Cossetti  |  • 

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National Institute of Allergy/Unsplash
National Institute of Allergy/Unsplash

No último sábado (19), o Brasil deu um passo no combate à dengue, Zika e chikungunya ao inaugurar a maior biofábrica de "mosquitos do bem" do mundo todo. Localizada em Curitiba (PR), a unidade tem capacidade de produzir 100 milhões de ovos de Aedes Aegypti por semana e beneficiará até 140 milhões de brasileiros nos próximos anos com a inserção da Wolbachia, uma bactéria que impede a multiplicação de vírus e bloqueia a transmissão dessas doenças aos humanos.

A ideia é que esses mosquitos, ao serem liberados no ambiente, se reproduzem com a população selvagem, gerando novas gerações também portadoras da bactéria. Com o tempo, a maioria dos mosquitos Aedes Aegypti na área passa a carregar a Wolbachia, o que reduz drasticamente os casos de infecção. O método é seguro, sustentável e não envolve modificação genética dos insetos.

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A maior biofábrica do mundo está no Brasil

Fruto da parceria entre o Ministério da Saúde, a Fiocruz, a Wolbito do Brasil, o Instituto de Biologia Molecular do Paraná (IBMP), o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) e o World Mosquito Program (WMP), a nova biofábrica recebeu um investimento superior a R$ 82 milhões. Ela será responsável por atender exclusivamente o Ministério da Saúde, que define os municípios prioritários com base na incidência das arboviroses.

Com a nova estrutura, o alcance da tecnologia passará de cerca de 5 milhões para 140 milhões de pessoas, em aproximadamente 40 municípios.

Resultados positivos e expansão nacional

O método vem sendo testado no Brasil desde 2014, com resultados expressivos. Em Niterói (RJ), primeira cidade totalmente coberta pela tecnologia, houve redução de 69% dos casos de dengue nos bairros com presença dos mosquitos com Wolbachia.

Desde 2023, o Ministério da Saúde expandiu o uso para 16 cidades, incluindo Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Londrina, Natal, Brasília, Joinville e Foz do Iguaçu. Novas liberações estão previstas para o segundo semestre em cidades como Blumenau, Valparaíso de Goiás, Balneário Camboriú e Uberlândia.

De acordo com estimativas da Fiocruz, para cada R$ 1 investido na biofábrica de "mosquitos do bem" com Wolbachia, o país economiza entre R$ 43 e R$ 549 em gastos com medicamentos, internações e tratamentos.

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Fonte: Agência Gov, Agência Brasil, Fiocruz