Novo vírus da China faz nona vítima fatal e chega até a Austrália e os EUA

Por Fidel Forato | 22 de Janeiro de 2020 às 11h23
Getty Images

O novo vírus da China continua a se espalhar pelo mundo. Nesta terça-feira (21), a nona pessoa faleceu vítima da nova forma do coronavírus que se originou na cidade chinesa de Wuhan. As autoridades de saúde do país também confirmaram que o número de casos oficiais aumentou para mais de 440.

Responsável por causar febre, tosse, falta de ar, dificuldades respiratórias e até um tipo de pneumonia, o coronavírus já se alastrou para o Japão, Tailândia, Twaian e Coreia do Sul. Agora, chegam também relatos de que o vírus — chamado de 2019-nCoV — foi identificado na Austrália e nos Estados Unidos.

Na cidade australiana de Brisbane, um homem, depois de voltar de um período de férias na China, descobriu que portava o vírus. Já o indivíduo infectado nos EUA foi detectado na cidade de Seattle, segundo um porta-voz do Centro de Controle e Prevenção de Doenças do país. As autoridades norte-americanas ainda não divulgaram mais detalhes sobre o caso.

Novos casos do vírus chinês são confirmados nos Estados Unidos e na Austrália (Foto: Eugene Hoshiko/AP Photo)

Medidas de segurança

Mesmo que o primeiro caso só tenha sido relatado nesta terça (21), os Estados Unidos já examinavam desde sexta-feira (17) viajantes que chegavam em voos, que de forma direta ou indiretamente passavam pela região chinesa, nos aeroportos americanos de São Francisco, Nova York e Los Angeles.

Entre as medidas internacionais, a Coreia do Norte proibiu temporariamente a chegada de turistas estrangeiros em resposta ao surto do vírus chinês, segundo a Reuters.

No Brasil, o boletim epidemiológico do Ministério da Saúde informa que não há nenhum caso suspeito, mas determinou à Agência de Vigilância Sanitária (Anvisa) que oriente viajantes, em portos e aeroportos, a tomarem medidas preventivas para evitar o contágio.

Histórico do vírus

Esta semana, a China também confirmou que o vírus pode ser transmitido entre pessoas. Previamente, os cientistas acreditavam que o contágio não acontecia entre humanos e que a fonte primária do vírus era animal, provavelmente vindo do mercado de frutos do mar localizado na cidade de Wuhan.

A poucos dias de um dos seus maiores feriados nacionais, o Ano Novo Lunar, o presidente chinês Xi Jinping, em pronunciamento na televisão estatal, disse que "a vida e a saúde das pessoas devem receber a maior prioridade e a disseminação do surto deve ser resolutamente controlada."

O aumento de casos do novo coronavírus se assemelha geneticamente ao vírus SARS (Síndrome Respiratória Aguda Grave). A epidemia desse vírus semelhante aconteceu em 2002 e também se originou na China, matando 700 pessoas em todo o mundo.

No Brasil, houve suspeita do vírus, que teria sido trazido a Minas Gerais por uma mulher que viajou a Xangai. O Ministério da Saúde negou a contaminação e o Brasil, até o momento, segue isento de casos de infecção por coronavírus.

Fonte: Axios e El País

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