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Variante Delta: casos da COVID-19 e busca por leitos de UTI sobem no Rio

Por| Editado por Luciana Zaramela | 01 de Setembro de 2021 às 14h18

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IciakPhotos/Envato Elements
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No Brasil, o maior número de casos da variante Delta (B.1.671.2) do coronavírus SARS-CoV-2 está concentrado no estado do Rio de Janeiro. Agora, uma análise divulgada pelo Observatório COVID-19 da Fiocruz prevê aumento no número de casos da infecção na capital do estado, enquanto os números da pandemia baixam no resto do país. 

De acordo com o Observatório da Fiocruz, a COVID-19 recua em número absoluto de casos e óbitos no país. No entanto, já é possível observar a evolução dos casos da doença no município do Rio de Janeiro e a tendência é que continue a crescer. Para os pesquisadores, a circulação da variante Delta — considerada mais infecciosa — e as condições demográficas, econômicas e sociais da capital contribuem para a disseminação da doença. Além disso, é preciso considerar a baixa cobertura vacinal e a baixa adesão ao distanciamento físico.  

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Segundo um estudo da Rede Corona-Ômica, a variante Delta já é predominante em todo o estado e corresponde a 86% de todas as amostras sequenciadas.  Esta análise foi realizada pelo do Laboratório Nacional de Computação Científica, do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

"A cobertura vacinal ainda é incipiente para a população como um todo, e há evidências contundentes sobre a necessidade de aplicação de dose de reforço na população longeva, o que pode atrasar a meta inicialmente prevista de vacinar 90% da população adulta até outubro de 2021", afirmam os autores da nota técnica. Apenas 27,5% da população está com o esquema vacinal completo.

Situação da COVID no Rio

“O município do Rio de Janeiro apresenta reversão da tendência de queda de casos, e o estado do Rio de Janeiro, por sua vez, apresenta oito municípios com taxa de ocupação de leitos de UTI COVID-19 em 100%, reacendendo um sinal de alerta para a atual situação da pandemia na cidade", apontam os pesquisadores do Observatório.

Além disso, existem semelhanças com o momento de chegada da COVID-19, quando havia intensa circulação do vírus e baixa adesão às medidas de distanciamento físico. A vantagem atual é que existe uma parcela da população imunizada, o que diminui a relação direta entre o número de casos e os óbitos da doença. A expectativa é que o aumento do número de casos não determine, necessariamente, aumento proporcional de óbitos. 

“O contexto atual ainda é preocupante. Apesar de estarmos vivendo uma queda de óbitos, o indicativo de reversão da tendência para casos, com novo aumento, é cada vez mais claro. Temos condições mais favoráveis ao diagnóstico adequado, como um aumento nas testagens. Infelizmente, este não parece ser o único fator a explicar o novo cenário”, declaram os autores.

Diante desses fatos, os pesquisadores recomendam o adiamento, por tempo indeterminado, do início do plano de retomada gradual das atividades. Os autores reforçam que as medidas precisam ser adotadas não apenas pela cidade do Rio de Janeiro, mas por toda a região metropolitana. 

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Para acessar a nota técnica completa do observatório da Fiocruz, clique aqui.

Fonte: Agência Fiocruz