Anvisa estende prazo de validade da vacina da Janssen

Anvisa estende prazo de validade da vacina da Janssen

Por Fidel Forato | Editado por Luciana Zaramela | 11 de Outubro de 2021 às 11h30
twenty20photos/Envato

No sábado (9), a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, por unanimidade, a prorrogação do prazo de validade da vacina da Janssen — braço farmacêutica da Johnson & Johnson — contra a covid-19. A partir de agora, a validade dos frascos passa de 4,5 meses (em média, 135 dias) para 6 meses (180 dias), sob condições de armazenamento de 2 °C a 8 °C. 

A decisão de prorrogar a validade da vacina de dose única da Janssen foi tomada pela Diretoria Colegiada da Anvisa, através de votação. As discussões e análises para autorizar essa mudança começaram no dia 15 de setembro, quando a farmacêutica norte-americana solicitou a alteração do prazo de validade.

Validade de doses da vacina da Janssen contra a covid-19 passa a ser de até 6 meses (Imagem: Reprodução/e_mikh/envato)

"A aprovação foi baseada em uma criteriosa avaliação dos dados de qualidade dos estudos que demonstrou que a vacina se manteve estável pelo período (6 meses)", afirmou a Anvisa, em nota.

Vale lembrar que o uso deste imunizante está autorizado desde o mês de março e que a validade, quando armazenado entre temperaturas de -25 °C e -15 °C, continua a ser de 24 meses (720 dias). Na votação, não foi considerado nenhum pedido para a alteração da validade do produto armazenado em temperaturas mais baixas.

Segundo estimativa do Ministério da Saúde, devem desembarcar 36.198.450 de doses da vacina da Janssen até o final deste ano. Com a extensão do prazo de validade, a farmacêutica poderá administrar melhor o estoque de doses que deve ser enviado ao Brasil.

Testes da dose de reforço no Brasil

Neste momento, pesquisadores e médicos brasileiros coordenam um estudo para avaliar a segurança e a eficácia da segunda dose (reforço) da vacina da Janssen contra a covid-19. Inclusive, o Hospital da Pontifícia Universidade Católica (PUC) de Campinas, no interior de São Paulo, busca voluntários para os testes clínicos

Nos estudos clínicos de Fase 3 da vacina já divulgados — e com dados que não foram coletados no Brasil —, foi observado que duas doses da fórmula garantem uma proteção global de 75% contra casos moderados e graves da covid-19. Além disso, a proteção foi de 100% por "pelo menos 14 dias após a vacinação final", segundo a farmacêutica. A partir dessas evidências, mais estudos estão em andamento para avaliar a necessidade do reforço, como o brasileiro.

Fonte: Anvisa  

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