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Vacinação em massa é estratégia eficaz para impedir casos graves da covid-19

Por| Editado por Luciana Zaramela | 09 de Dezembro de 2022 às 16h05

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_Tempus_/Envato
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Para reduzir o risco de mortes e casos graves da covid-19, apesar das novas variantes, a vacinação em massa é uma boa estratégia a ser adotada como política pública. É o que aponta estudo feito no interior de São Paulo, na cidade de Serrana, onde cerca de 80% da população recebeu duas doses da vacina CoronaVac.

Durante a pandemia, a cidade de Serrana foi escolhida como alvo para o Projeto S, desenvolvido pelo Instituto Butantan em parceria com pesquisadores de outros centros de pesquisa. A população local recebeu prioridade na hora da vacinação e os esforços de imunizar a maioria dos habitantes foi intensificada.

Agora, é possível enxergar os resultados da estratégia, conforme revela o estudo publicado na revista científica Viruses. Entre os destaques, está o menor número de óbitos nas ondas causadas pelas três últimas variantes da covid-19:

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“O estudo mostrou os efeitos benéficos da vacinação que, quando aplicada ampla e precocemente, pode reduzir de forma significativa as taxas de mortalidade e morbidade deste agente viral”, explica Simone Kashima, pesquisadora do Hemocentro de Ribeirão Preto e uma das autoras do estudo, para a Agência Fapesp.

Vacinação em massa reduziu casos graves da covid-19?

Após analisar os dados da pandemia na cidade de Serrana, os autores afirmam que "a avaliação do resultado clínico da covid-19 revelou que a maioria dos casos foi leve, independentemente do VOC [variante de preocupação] infectante".

Em porcentagem, 88,9%, 98,1%, 99,1% dos casos foram leves para Gama, Delta e Ômicron, respectivamente. No entanto, a capacidade de controle dos casos da covid-19 caiu de forma significativa com o estabelecimento da variante Ômicron.

Quando se compara os efeitos das variantes em Serrana e no país todo, os autores pontuam que "a mortalidade durante Gama e Delta foi significativamente reduzida em comparação com o resto do Brasil, o que também foi relacionado a menor morbidade". Muito provavelmente, essa menor taxa é resultado da campanha em massa de imunização, sugerem.

No total, os pesquisadores do Projeto S fizeram análises de 4,3 mil genomas completos do vírus da covid-19, obtidos entre junho de 2020 e abril de 2022.

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Fonte: Viruses e Agência Fapesp